Namoro no passado e no presente

NÃO SEI MAIS O QUE DEVO FAZER

2020.10.21 02:00 aPoor_ NÃO SEI MAIS O QUE DEVO FAZER

Tudo começou após o término de um namoro antigo que acabou e me deixou com um princípio de depressão e crise de ansiedade, nessa época eu fiz amizade com una menina que era da minha sala, ela namorava fazia quase um ano e isso n mudava em nada nossa amizade. Ela me ajudou muito, me tirou do fundo do poço varias vezes e sem dúvidas é a melhor amizade que eu ja tive. Isso ja faz 2 anos e desde então mantemos nossa amizade após o termino dos estudos e ficamos cada vez mais próximos, ela sempre foi muito parceira pra tudo, e eu tbm ajudei mto ela com as dificuldades que ela tinha, nós temos uma sincronia q é incrível e muito boa, parece q estamos sempre no mesmo ritmo, é maravilhoso, e nunca passou de uma amizade. A um ano e 4 meses eu comecei a namorar com uma pessoa incrível, que me faz muito feliz e nos amamos demais e as coisas sempre correram muito bem, estamos noivos, planejamos nosso casamento e tudo correu muito bem, todas as coisas compradas, nossa casa quase pronta, acabada, ganhamos muitos presentes, estamos muito felizes. E onde todas essas informações se encontram ?? A algumas semanas durante uma conversa com a minha amiga que também esta noiva, estavamos falando sobre o passado e relembrando tudo q passamos juntos e começamos a falar sobre a nossa conexão, durante a conversa alguém falou sobre sentimentos e de repente a ficha caiu para os dois, que desde o começo da nossa amizade, gostamos muito um do outro, e sempre sentimos a mesma coisa em todas as situações que lembramos detalhadamente, e sempre mantivemos isso bem guardado por respeito um pelo outro e por medo de acabar com a amizade. E finalmente conseguimos colocar isso pra fora, foi libertador, uma sensação muito boa mas confusa de reciprocidade, alegria e medo. Não consigo deixar de pensar em tudo que vivi com ela e muito menos ignorar oq sinto por ela e ela esta na mesma situação. Ultimamente penso todos os dias nela e sinto medo, de perder esse sentimento, sinto como se isso fizesse tanta parte de mim que n posso ficar sem, e esse sentimento fez com q nós dois pensássemos em não casar agr pra ter certeza de td q estamos sentindo, mas chegamos a decisão de que isso n é certo, pois ja formamos uma vida com outra pessoa. Mas ao mesmo tempo n queremos abrir mão um do outro. Egoísta da nossa parte? Eu acho q sim E sinto que se nós nos "separássemos", seria tão difícil de me recuperar quanto se terminasse meu noivado. Sinto as vezes que estou tomando a decisão errada em seguir com o casamento, mas depois lembro de td o porque estou casando com a minha noiva. E ultimamente tenho me sentido um lixo pelo fato de não ter certeza do q devo fazer, e por sentir que minha relação com a minha amiga, mesmo n tendo nd, é mais forte do q a relação com a minha noiva. Porque isso teve que vir a tona agr ? Porque não a 2 anos atrás? Só consigo pensar que me arrependo de n ter tido essa conversa com minha amiga a 2 anos atrás.
Isso está me corroendo por dentro e precisava desabafar, eu nunca me senti tão conectado com alguém como sinto com a minha amiga e isso me deixa muito confuso, muito confuso mesmo.
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2020.10.10 10:04 biel2907 Muitos problemas mentais

Boa madrugada, ou nem tão boa assim... Pra você que vai ler o que vou dizer, entenda que sua mente tem que ser muito aberta, principalmente a perdão, e o que você vê como ser humano ou não...
Enfim, indo do passado ao presente, meus pais nunca tiveram um relacionamento muito bom, desde que eu me entendo por gente, e estou falando disso porque é o que eu penso que pode ter provocado algo em mim do que vai vir a seguir... desde que eu me entendo por gente eles sempre brigaram, meu pai é muito mulherengo e minha mãe era bem menos "fogosa" que ele, e o casamento não deu muito certo, nunca vi meu pai bater nela, mas a pior briga que eu já vi foi ele ameaçando bater nela, mas isso nunca aconteceu, e eu não queria que eles terminassem de jeito nenhum até os meus 14/15 anos mais ou menos, pra mim era como se fosse o fim do mundo, depois eu entrei em uma escola técnica/ensino médio e vivia lá porque era muito tempo estudando e em uma cidade vizinha, conheci uma garota 2 anos mais velha que eu, foi a primeira pessoa que fiquei e assim que ficamos a primeira vez ela me pediu em namoro eu aceitei, não sei bem porque, mas foi indo, meu pai foi pra são paulo trabalhar porque tinha mais oportunidade (sou do rio de janeiro com minha mãe) e vinha as vezes 1 ou 2x por mês só visitar a gente, então o casamento foi só piorando... mas meu pai já tinha traido minha mãe antes e ela "perdoou" uma vez. Agora entra outro problema, eu não sei o porque, mas eu comecei a exercer um relacionamento tóxico/abusivo com essa garota que eu namorava, ela fazia tudo por mim me amava de verdade, e eu não conseguia confiar de jeito nenhum! E eu fui doente demais, fiz ela passar por coisas horriveis, a mãe dela controlava ela também, e eu também, e acabei brigando com a mãe dela (só discussão), enfim, mas a minha namorada foi a que mais sofreu, sério, são coisas terriveis, durou 4 anos nosso namoro, mas eu só ia piorando nas humilhações a ela,principalmente quando terminei a escola e fui pra faculdade em outra cidade, já fiz ela passar papel higienico no rosto, etc, inclusive já cheguei a agredir ela fisicamente (especificamente dei um tapa no rosto, não foi forte pra deixar marca nem nada disso, mas mesmo assim é TOTALMENTE errado, e eu nunca mais quero repetir algo do tipo), durante esse tempo meu pai engravidou outra mulher em SP minha mãe descobriu e eles finalmente terminaram (e eu agradeci por isso, não aguentava mais o relacionamento deles), uns meses depois a minha ex namorada finalmente se ligou com a ajuda das amigas dela e etc, e eu acabei terminando com ela por uma besteira minha e ela não voltou mais, e cortamos o contato dali, a partir daquele momento eu fui instantaneamente pro psiquiatra/psicólogo e comecei a frequentar bastante, eu passava mal durante meu relacionamento também por ansiedade de vomitar, ter caimbra no corpo todo, entortar ir pro hospital etc, isso já aconteceu varias vezes, eu acordava assim, em viagem de onibus sozinho, e era duro pras pessoas perto de mim ver aquilo, mas meus pais não gostavam de médicos de saúde mental, e só depois de tudo isso que eles resolveram que eu "deixar" eu ir. Eu ia bem na faculdade, porém nunca tive um sonho do meu curso em especifico, mas meu sonho era ter uma familia e só, nunca fui muuuito social, mas tinha uns amigos, até hoje tenho, depois que terminamos, eu não via motivo pra continuar na faculdade que pra mim era só pra dar um futuro pra minha familia que eu construiria, uma vez que fiquei sozinho perdi totalmente a vontade, tranquei voltei pra casa pra ficar com minha mãe, e ela também trabalha em algo bem simples e nunca teve vontade de melhorar na vida em questão de estuadr etc, e acho que acabei pegando esse jeito dela, mas é mais problema meu, n posso culpr os outros, hoje com 21 anos em plena quarentena com muito tempo livre eu não tenho emprego, não consigo lidar com os estudos EAD da faculdade (que tentei voltar) não tenho vontade, mas também não tenho vontade de fazer nada, eu queria um sonho, um motivo, algo profissional pra eu tentar aprender e melhorar, mas eu não consigo ter vontade de nada disso, chorei uma ou 2x e liguei pra uns amigos pra desabafar, mas sinto que já não tenho mais amigos pra isso... e também não adianta muito, porque eu quero uma solução, e acho que só tem como vir de mim, eu dei uma parada nos médicos mas já marquei psiquiatra/psicólogo novamente, tenho uma relação horrivel com meu pai desde então também, ele ja ameaçou brigar comigo e eu ameacei matar ele (falei da boca pra fora, bem eu acho) e tenho sonhos em que ele volta de SP pro RJ e sou obrigado a conviver com ele e é pertub ador, porque ele sempre foi uma pessoa mt grossa, e eu não sei mas tenho uma raiva guardada dentro de mim dele e não consigo lidar com isso, eu só queria esquecer q ele existe, mas sei que ele vai voltar aqui uma vez ou outra pra querer me ver, ver minha mãe, os pais dele q são meus vizinhos, etc. Enfim, a ansiedade eu consegui melhorar bastante com os remédios, os problemas de ser abusivo e tóxico eu falei tudo isso em diversas terapias, e acho que lido bem melhor hoje (só pondo a prática, eu namorei uma menina depois dessa mas foi por menos de 1 mes, foi bom pra nós apesar de ser curto kkkkk porque eu passei um tempo em SP assim que eu terminei o primeiro namoro, mas só piorou as coisas com meu pai lá e eu voltei e acabei terminando com a menina, na verdade foi bem consensual, ela gostou de mim mas também nem tanto pra namorar kk n tinha a magia, mas de verdade fui uma pessoa bem boa pra ela no tempo curto que tivemos e foi legal pra mim tentar me provar que melhorei mesmo que um pouco. Enfim é isso, não sei se pode ser curiosidade de vocês, mas eu me desculpei com minha ex 1 mes depois q terminamos, e ela tava bem melhor, acredito que possa ter buscado ajuda profissional depois de ter passado tantos problemas comigo, mas a ultima vez que vi algo dela, inicio desse ano (terminamos ano retrasado), ela aparentava estar bem, não nos falamos, eu até hoje me sinto culpado pelas merdas, mas isso n apaga o passado... enfim, eu to tentando reconstruir tudo, inclusive quero tentar esquecer isso com meu pai, mas primeiro preciso achar um futuro pra mim profissionalmente, e isso tá foda, porque preciso não depender mas da minha mãe, mas ajudar ela em casa que não é nada fácil nos dias de hoje...
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2020.08.24 15:02 LeastFudge9 Se querem uma dica, procurem saber o que buscam em relacionamentos antes de sofrerem por não estarem em um (ou de efetivamente entrarem em um)

Vejo muitos posts de "nunca namorei" por aqui, entendo cada um de vocês e digo que me vejo um pouco nesses posts também. Talvez meu post ajude. Isso aqui vai ser longo.
Sou homem, hétero e tenho quase 25 anos. Até os 22, nunca tinha namorado, nem transado, e entre essa idade e meu primeiro beijo (aos 11 anos de idade), eu havia beijado quatro garotas, uma delas talvez eu não devesse contar, pois foi uma amiga de minha mãe bem mais velha que praticamente me forçou a fazer isso quando eu tinha 14 anos. Mas ok, contemos quatro garotas dos 11 aos 22 anos. Isso me deixava triste nos mesmos moldes que vejo aqui em muitos posts.
No dia do meu aniversário de 22 anos, uma conhecida 16 anos mais velha avançou nas investidas por WhatsApp e me enviou nudes. A partir de então, foi tudo muito rápido, tive minha primeira vez com ela e foi fantástico. Ela estava em um processo de divórcio iniciado havia menos de um mês e tinha um filho de oito anos. Daí começa meu inferno.
Ela era uma mulher muito inteligente, bonita e, para me convencer a iniciar um namoro, praticou o famoso "love bomb", eu me sentia o cara mais foda do mundo, ela inflava minha autoestima de uma forma que ninguém jamais havia feito. Iniciamos um relacionamento sério e entrei no fogo cruzado de uma guerra que envolvia minha então namorada, o filho único dela de oito anos de idade e um ex marido extremamente agressivo e descontrolado.
Cheguei a receber ameaça por WhatsApp do tal ex, o filho dela levava recadinhos velados do pai pra mim, me ligava quando estava com os coleguinhas e me xingava das piores coisas e dos piores nomes possíveis (palavras que uma criança da idade dele não devia saber). Tudo isso enquanto frequentemente o garoto chegava da casa do pai quebrando a casa e gritando, eu acho que isso de esperar o inferno toda vez que ele ia pra casa do pai provavelmente foi o que me fez desenvolver um grau de ansiedade. E como já deve ter sido possível perceber, rapidamente eu ficava mais na casa da minha então namorada que na minha própria casa, por livre espontânea pressão.
Como se não bastasse, minha então namorada era extremamente controladora. Com o tempo, eu não podia mais conversar com outras mulheres, ela gritava comigo e quebrava a casa quando estava - nas palavras dela - "surtada". Pra ajudar a ilustrar, lembro-me que uma vez bocejei enquanto estávamos em um restaurante (EU organizei a ida, foi meu presente de dia dos namorados) e ela começou a brigar, perguntando se eu não queria estar ali (e então passei a ter receio de bocejar perto dela - e eu bocejava bastante, porque trabalhava e fazia faculdade).
Houve também uma situação em que recebi uma proposta profissional que significaria passar quatro meses em outro país. Ela surtou, passei uma noite em claro com ela gritando, quebrando a casa, tentando me expulsar de lá (como eu iria embora com a mulher naquela situação?). Enfim, foi um inferno, nem gosto de lembrar. Acabou que eu neguei a proposta profissional, ao mesmo tempo em que ela saiu falando para meus amigos (que viraram amigos dela também) sobre como ela, apesar de triste com a distância, achava uma oportunidade e um projeto muito importantes. E também encontrou meios de me manipular ao ponto de eu ficar na dúvida sobre por que eu tinha negado a proposta. Recentemente, depois de mais de um ano de terminados, ela disse pra uma prima minha sobre essa história e confessou que "fez de tudo que foi possível" para que eu não fosse. Me senti um idiota.
O cúmulo, na verdade, foi quando minha família alugou um sítio para comemorar o aniversário da minha irmã mais nova, a festa consistia em as pessoas mais chegadas ficarem um fim de semana inteiro neste sítio. Nessa época, minha ex já tinha desenvolvido uma posse sobre mim que incluía ter uma espécie de ciúme do tempo que eu dedicava à minha família (que já era quase zero). Justamente por isso, percebi que minha ex estava resistente a ir para este sítio, optei por fingir que não tinha percebido. No dia de ir pro sítio, como eu já suspeitava, ela estava em surto e passou a manhã inteira deitada. O filho dela estava ansioso pra ir, pois tinha piscina e outras crianças, então resolvi que iríamos eu e ele, disse isso pra minha ex e falei pra ela me ligar assim que quisesse ir, que eu a buscaria. O sítio ficava a uma hora de carro.
Vou resumir o que aconteceu, embora para passar o meu terror eu devesse contar detalhadamente. Basicamente, para fazer-me sentir-me culpado por ter ido sem ela, ela resolveu colocar fogo em umas toalhas (muitas!) no chão do banheiro, a ideia - isso tudo eu só concluí passados meses - era criar uma cena de horroincêndio pra quando eu chegasse. O que ela não calculou é que o álcool evapora rápido, então ela queimou o rosto, parte do cabelo, o pescoço, parte dos seios e da barriga. Ela me ligou em pânico e eu corri de carro tarde da noite em uma estrada deserta. Daí em diante nossos dias foram de hospitais (eu fiquei nos hospitais o tempo todo) e cirurgias plásticas. Ela não ficou com nenhuma sequela física. Depois que a ajudei com as queimaduras (em casa, eu fazia os curativos) e cicatrizes temporárias, terminamos (e no dia seguinte ao término ela bateu o carro e, pela forma como foi, parece ter sido proposital). Mas, enfim, consegui sair desse relacionamento abusivo depois de quase dois anos. Esse textão que escrevi é só uma porcentagem do que passei.
Menos de um mês após esse término, retomei contato com uma amiga (e paixonite platônica) de adolescência, acabou que ficamos e veio outro "love bomb". Caí nessa de novo pra depois de dois meses ela me tratar feito lixo, me dar respostas mal educadas, me ignorar e perder a paciência por coisas banais. Essa noite tive um pesadelo com o desdém dessa última ex (faz nove meses que terminamos) e acordei mal, por isso vim aqui desabafar. Felizmente, esse outro relacionamento não durou mais que quatro meses.
Hoje, olhando pra trás, percebo que caí nessas porque tenho uma carência advinda de um abandono afetivo na infância/adolescência, fruto de situações com meus pais. Ou seja, eu estive buscando suprir com relacionamentos uma carência paternal/maternal, então virei alvo fácil para pessoas complicadas ("love bomb" e visões idealizadas e fantasiosas de relacionamentos me fisgaram fácil). Eu estou bem atualmente e bastante feliz com vários projetos pessoais e profissionais, talvez esteja na melhor fase da minha vida nestes termos. No entanto, estou quebrado para relacionamentos e sei que precisarei de terapia para superar a resistência que adquiri com os traumas que relatei. A conclusão é: procure conhecer a si próprio e reflita bastante sobre porque não estar em relacionamentos lhe afeta, pois você pode estar tentando tapar um buraco que na verdade lhe fará ser presa fácil. Esteja em um relacionamento por ter descoberto alguém que te leve para frente, não somente por estar. Inclusive, não faz sentido estar em um relacionamento apenas porque você quer estar em um relacionamento. Não sei se estou sendo claro.
É isso, obrigado.
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2020.06.21 20:43 Wooden_Statistician3 Tudo que falo só piora e só queria que voltasse a ser como era antes

Desabafo. Há alguns meses casei, depois de menos de um ano de namoro. Apressado? Com certeza. Mas as circunstâncias meio que pediam. Ela veio de uma família extremamente quebrada e tóxica. Vivia sozinha há alguns anos, dependendo de auxílios de faculdade, parentes que só sabiam reclamar de estar ajudando, etc. Ela tem depressão profunda, e não tinha nem como se tratar.
Quando a conheci ela estava namorando, mas um namoro só de fachada, pois na verdade ele era abusivo e não deixava ela terminar, sob ameças contra a própria vida por parte, e à vida dela por partes de parentes dele. Durante boa parte da sua vida, a chamaram de feia, estranha, etc. Na faculdade as coisas mudaram, e começaram a enxergar a sua beleza, ficou com vários, mas sua auto-estima baixou tanto ao longo da vida que ela aceitou namorar com essa cara, sem nunca de fato querer, e acabou presa nesse relacionamento por mais de 2 anos.
Eu só tive uma namorada, há mais de 10 anos, e um crush forte até alguns anos atrás, o qual acabou em inimizade total. Sempre percebi que não era interessante pra nenhuma garota, na aparência, e nunca tive qualquer desenrolar pra "chegar". Depois de namorar, tomei gosto, e tentava. Porém do meu jeito tímido e, claro, ineficiente. Anos disso me fizeram perceber que não havia porque eu ficar insistindo em "achar alguém", se fosse acontecer seria no dia-a-dia normal, ou quando eu realmente me melhorasse como pessoa. Foquei então na minha educação e no profissional.
Um dia ela, ainda em namoro abusivo, falou comigo pelo Whatsapp, tarde da noite. O meu racional dizia pra eu ir dormir, pois a pessoa responsável e profissional dorme cedo e acordar cedo (ou assim deveria, pelo que dizem). Mas algo me fez querer falar com ela, mesmo que ainda de forma um tanto fria, admito. Papo vai, papo vem. Como parecia ser só uma amizade, eu falei abertamente com ela, inclusive quando ela perguntou de relacionamentos/crushes passados.
Semanas depois, ela termina o namoro e diz que gosta de mim. Pela primeira vez em muitos anos volto a sentir aquilo que senti no primeiro namoro. E ficamos, e namoramos, e tudo foi muito intenso. E então casamos, para que ela pudesse ter acesso ao meu plano de saúde como dependente e tratar, principalmente, da depressão, pois várias noites a vi chorar pelo seu passado que ainda atormenta o seu presente: ela não consegue nem mais estudar e boa parte das tarefas domésticas ficam pra mim. Mas havia tudo pra melhorar, não havia? Infelizmente, tudo mudou um dia.
Ela acordou e disse que sonhou que eu falava que eu achava aquele meu crush forte (Fulana) de alguns anos antes mais bonita que ela. Depois de algumas horas, como se perguntasse algo banal, ela perguntou se achava mesmo. O problema: eu considero a Fulana bonita, mesmo nível, mas o sentimento que existe é pela minha esposa e, obviamente, ela me é "a mais bonita". Mas ela não aceitava esse tipo de resposta, ela queria que eu respondesse de forma crua. Eu, que sempre procuro ser honesto, correspondi. Como considero as duas de mesmo nível, foi difícil. Conseguia lembrar de momentos onde uma estava mais bonita que outra, mas não chegava a "vencer". Uma certeza eu tinha, e continuo tendo, minha esposa tem a maior capacidade, ou seja, consegue ser a mais bonita. Mas ainda assim minha resposta não foi suficiente: ela dizia que eu estava enrolando, com medo de dizer a verdade. Não entendi do que deveria ter medo afinal, pra mim, a resposta mais direta e crua não fazia a menor diferença nos meus sentimentos para com ela. E, se eu estivesse raciocinando direito eu teria percebido a armadilha bem ali na minha frente, mas eu caí nela quando ela novamente exigiu a resposta direta e crua: ou ela ou a Fulana. E eu falei a Fulana.
E, de repente, ela começou a me atacar. Dizendo que eu acho a Fulana "linda e maravilhosa" e ela feia (quando pra mim ambas tão no mesmo nível, e pra mim ela vai ser sempre a mais bonita, pois é ela que eu amo). Que meu sonho era que tivesse dado certo com a Fulana, mas que ela foi o que deu (quando ela, e somente ela, que conseguiu reacender meus sentimentos, mesmo quando tudo dizia que não valia a pena sonhar com isso (afinal ela tinha namorado, etc.). Eu tentava explicar meus sentimentos, mas nada adiantava. A frustração, a angústia tomou conta e então, a raiva. Raiva de como algo que estava morto no passado, voltou pra me assombrar. Raiva de que algo completamente irrelevante no meu presente, e portanto nosso presente, estava ali, destruindo nosso casamento. Pois ela começou a querer ir embora, anular casamento, se separar. E na tentativa de melhorar as coisas, eu sempre piorava. Acabei falando palavras (que pra mim não teria tanto significância se ela dissesse), mas infelizmente pra ela tinha: disse que ela estava sendo "idiota" por insistir tanto nas afirmações desses ataques e desconsiderar completamente o que eu sinto e falava. Só estava tendo "amenizar" a situação, segundo ela. E que no fundo, eu queria alguém """melhor""" que ela.
Isso foi uma tarde. Ela eventualmente parou quando percebeu o quão mal eu estava. E claro que eu estava. A pessoa que eu amo e por quem eu faço tudo, praticamente "inventou" um motivo pra me atacar. E daí que numa análise crua e racional, naquele ponto específico da história, a Fulana havia "vencido" no concurso de beleza entre as duas. Grande bosta. Minha esposa continuava sendo bonita, e pra mim e meu amor, a mais bela. Era ela que realmente havia gostado de mim, era ela que quis casar comigo, era ela que me acompanhava nos filmes de sábado à noite, era ela com eu me via vivendo pra sempre do lado. E de repente, parecia que nada mais disso iria se tornar realidade e por quê? Por algo que nem ao menos mudava o que eu sentia em relação a ela e nunca iria.
Durante o final da noite, eu tentei dormir, mas não conseguia. Tentei assistir vídeos de "como lidar com a pessoa amada em depressão". E ela começou a chorar do meu lado, muito. Larguei o vídeo, abracei-a. E ali as gentes se aceitou novamente. Ou assim parecia, porque poucos minutos depois, ela pergunta, inocentemente, se eu acho minha irmã mais bonita que ela. E o fato é, se eu dissesse que não seria uma bela duma mentira, e mesmo que eu achasse, ela diria que eu estava falando aquilo só pra agradar. E eu, O idiota, achando que estava tudo bem de novo, respondi que sim. E novamente ela começou a me atacar. E POR CAUSA DA MINHA IRMÃ!?
Atualmente eu me considero forte pra aguentar essas coisas, mas não dava mais. Ela quebrou minhas defesas com esses ataques. E tudo que ela me falava soava como "EU TE ODEIO". E eu aceitei esse ódio dela, pois, afinal, ela devia estar certa. Eu sou uma pessoa com 30 anos, aparência ok, mas que não tem amigos e só teve uma namorada antes dela. É óbvio que tinha algum problema, o problema de que eu era detestável. Eu sempre tentei demais ser prestativo e tudo mais, mas quando o assunto são sentimentos eu nunca consegui transmitir isso. Abraço minha mãe quatro vezes ao no: aniversário dela, o meu, dia das mães e natal. Sempre um abraço bem "desengonçado". Eu noto isso, mas sempre foi assim, e eu não sei mudar. Eu sei o que eu sinto, mas minha demonstração é e sempre vai ser insuficiente. E por isso todos ou acabam por me detestar ou se afastar de mim. Mas eu realmente pensei que com ela seria diferente.
Alguns dias se passaram e as coisas até foram melhorando. Até que cai tudo de novo. Ela conta pra uma pessoa, que mal conhece, que eu achava que ela na praia não ficava tão bem quando dentro de casa. Sim, eu havia falado algo do tipo, quando no começo da discussão ela pedia pra eu ser mais direto. Oras, ela tem umas manchas, gordurinhas a mais, etc. do que a fulana. Eu me sinto menos bonito do que um cara que não é assim, mas nem por isso me acho feio, ou ache vou sempre ser inferior. É só eu cuidar disso. E se não cuido, é porque tenho outras prioridades. Da mesma forma com ela. Não acho ela feia, nem menos bonita, só relatei o óbvio. E se ela não quiser cuidar, ou não conseguir cuidar, não é problema pra mim. Eu casei com ela pelo pacote completo. E assim como eu, ela também vai com o tempo perder pontos na aparência. E assim como eu, espero que ela ainda me ame, ainda me ache bonito, com eu continuarei amando ela e achando bonita. Mas não importa eu falar isso. Pois ela quer sempre dizer que tudo isso que eu falo é balela, enrolação, agrados, etc.
Pelo meu jeito detestável de demonstrar sentimento ela perdeu totalmente a confiança nos meu sentimentos, a ponto de nada o que eu falo valer mais. Ou talvez, no fundo, ela espera que eu seja pra sempre tão bonito quando ela acha atualmente, e quando eu não foi mais, ela vai me trocar por alguém que envelheça melhor. Mas se eu falo isso pra ela, ela bate o pé pra dizer que pra ela é completamente diferente, que o sentimento dela é real, mas que o meu? O meu é de mentira, porque assim ela decidiu. E ela ainda diz que eu mereço alguém ""melhor"". Mas o fato é, que ela se estiver certa, o que eu mereço é desaparecer. Pois o meu eu que ela odeia, é o único eu que existe. E se ela não é capaz de amar esse meu eu, e insiste em brigar, está mais que na hora de ela admitir o que está bem na frente dela: ela não me ama. Não mais. Só espero que não tenha sido nunca. Porque pior que ver tudo se destruindo e não poder fazer nada, pois nada do que eu falo impede, pelo contrário, piora, e ficar calado não é opção, então que pelo menos não tenha sido tudo uma mentira.
E hoje ela do nada veio falar que tá com medo de engordar, pois, segundo ela, eu falei que iria querer outra se assim acontecesse. Eu nunca falei isso, assim como nunca falei outras coisas com as quais ela vem me atacando. Mas o pouco que eu digo, se transforma num muito na cabeça dela. Eu não aguento mais. Eu peço pra ela parar, mas ela insiste em, nas palavras delas, "me colocar contra a parede pra botar as verdades pra fora". Mas do que adianta isso, quando ela já decidiu o que é verdade e o que é mentira? Nada, e por isso eu só queria que ela parasse. Que não pelo amor que ela supostamente sente por mim, mas pelo menos em consideração a tudo que eu fiz por ela.
Pois agora eu já não sinto nada. Um nada que não me permite nem ao menos dizer o que sinto por ela. Mas enquanto eu quero acreditar que ainda amo ela, ela insiste. Eu novamente pedi pra ela parar, e afirmei que não sei mais se gosto dela, mas que se ela realmente me ama, ela tinha que parar, e me deixar sentir novamente. Mas meu medo é que ela continue (ela está passeando com uma amiga nesse momento), pois se ela continuar o pior vai acontecer. O amor vai virar ódio. A vida vai virar morte. Figurativamente (apesar de temer, e muito, que aconteça literalmente para ela).
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2020.06.09 17:47 Rors__chach Estou sendo proibido de ver minha filha, o que devo fazer? (Medida protetiva) (alienação parental)

Longo desabafo..
Meu primeiro post no sub, e gostaria de fazer um desabafo de uma situação que está me matando por dentro.
Conheci a mãe da minha filha no tinder, notei que era ex do primo do meu melhor amigo, ninguém tão próximo a mim, então resolvi investir. Papo ótimo, resolvemos nos conhecer e foi muito bom, adoramos. Então fiquei curioso e resolvi perguntar pro meu melhor amigo a respeito dela que até então não estava sabendo de nada. Ele disse mais ou menos assim: “cara pula fora que é roubada, parece que se separaram porque ela traiu ele e tals.” Daí fiquei meio assim, mas resolvi pensar que podia ser diferente (porque estava bom demais pra ser verdade). Então fiquei com o pé atrás, questionei ela sobre, se realmente estava tudo superado e ela poderia seguir em frente e ela disse que sim. Acontece que eu sempre notava uma indiferença, um tal afastamento, tímida demais, isso foi com o desenrolar de umas 3 semanas ficando. Daí quando começamos a namorar, (detalhe, eu morava numa cidade e ela em outra e nos víamos seguidamente na semana, mas tinha 62km que nos mantinham longe) ela logava muito no google dela no meu pc e numa dessas quando fui sair, notei na pagina principal de privacidade do google que ela tinha pesquisado “como voltar com o ex?” “Nao aguento mais quero voltar com o ex”, logo em baixo tinha “pinto pequeno”, “pinto fino”. Já associei que poderia ser eu que ela estaria se referindo e fiquei magoadíssismo. Acabei o namoro, ela correu atrás de mim veio pra cidade que estava morando tentando explicar que nao era isso que ela estava confusa em relação a isso e que nao estava conseguindo me explicar que gostava muito de mim e do nosso sexo e que o lance do penis ela não sabe porque pesquisou porque acha meu pau maravilhoso e inclusive goza cmg e tal q nao era nada disso...
Eu acreditei, voltamos a namorar e adivinhem.. ELA FICOU GRÁVIDA! Sim, e como ela passou uma semana inteira na cidade onde eu estava, contando com o tempo do sexo, o tempo do feto, o mes do atraso, da certinho na semana que ela estava la, e sempre transamos sem camisinha porque ela falou que tinha um cisto e era impossível engravidar. Eu segui complexado, fazendo técnicas e exercícios jelqi, bomba, e essas paradas de aumento. Nós não tínhamos um certo grau de amizade, eu era meio desconfiado. E o pior aconteceu, ela começou a me tratar super mal e ficar emotiva demais e viver me correndo e me tratando feito lixo, (li que era por culpa dos hormônios e resolvi insistir), só que então nós brigavamos muito por essas histórias de ex e ela era muito atacada sempre, mudou demais. Más sempre transávamos parecia que tínhamos obsessão nesse assunto, e ate inclusive hj sei que fiz ela muito feliz na cama e meio que curei esse trauma, mas ainda existe. Enfim, um dia estávamos tão afastados tão com nojo de tudo que tava rolando, dai eu ia na casa de amigos e tal (mas sempre participando da gravidez, enxoval e essas coisas), e o meu melhor amigo me disse que tinha uma coisa pra me contar, era que o primo dele tinha recebido um sms de feliz aniversário DELA dizendo “saudades (coração vermelho)” Eu acabei com ela pela segunda vez. Sai pra festa comi gente, me enlouqueci porque sempre quis ser pai e ter um relacionamento estável, antes disso fui noivo, e nao deu certo também. Ela entrou muitas vezes em contato, nunca assumindo o erro. Ate que um dia ela veio aqui em casa chorando se explicou toda e eu? Eu voltei. Mas fiz ela prometer que nunca mais essa história de ex de novo. E enquanto isso por eu fazer tal cobranças, ela começou a me taxar de controlador e que eu estava pensando demais nessa história “abusivo”. As amigas delas todas são do movimento eu respeito e tudo bem, mas não sou assim. E começaram as brigas de novo (e eu querendo evitar por ela estar grávida). Até que um dia brigamos feio e ela me empurrou e me deu vários socos de raiva e confesso que peguei os braços dela e encostei ela na parede pra ela parar. Ela saiu chorando, colocou medida protetiva e me vendeu por ai como violentador doméstico. Nunca nem morarmos juntos. Enquanto isso, eu provei todos os sentimentos de culpa possíveis no meu sofá, entrando num estado de coma profundo com hábitos erradíssimos, como fumar muita maconha e ficar vendo serie o dia inteiro, fiquei desenpregado e pagava alimentos gravídicos pra ela, vendi meu pc pra pagar um dos meses. Então começamos a nos falar de novo, ficamos de novo, transamos de novo, até brigar por um pedido de guarda dela que ela fez enquanto estava “bem” comigo. Fiquei puto e separei de novo. Fiquei com as meninas da minha faculdade e tals trabalhava, levantei da depre, consegui respirar sem ela. E varias brigas na justiça, até que o amor da minha vida nasceu. Desde o hospital ate quando eu podia eu estava vendo a minha filha, comprava as coisinhas pra ela e ela foi crescendo. E uma vez elas brigaram comigo porque eu estava vendo demais a criança e elas tinham intimidade também (ela e a mãe dela). Falei que era presente e ia respeitar mas eu so vi dois dias naquela semana e rapidamente entao nao sabia q estaria atrapalhando. Brigaram comigo eu tbm briguei e fiquei puto e foram na casa da minha mae onde deu maior briga e adivinhem?? “Medida protetiva” de novo! Ficamos em media um mes sem ver a minha filha porque ela era de colo e nao podia chegar perto. Duas semanas após a audiência, começamos a nos falar de novo, eu participei mais, nao ia so aos domingos, ela me pedia coisas grandes do tipo, cadeirinha e bebe conforto. Eu fui me aproximando de novo e mais uma vez ficamos de novo, mas so que vivemos uns 3 meses sem brigar como se fôssemos familia mesmo eu ate dormia la todos os dias. Mas o passado nao parava de assombrar ela e ela vivia dizendo que eu abandonei ela gravida e ficava me botando pra baixo e um dia brigamos serio de discutir de novo, dessa vez nao me aguentei, xinguei ela como ela me xinga no whats, criei prova contra mim mesmo, mandando ela longe no máximo, mas enfim, ela conseguiu desenhar em mim um “agressor” pra sociedade, na última audiência o juiz chamou ela de mimada. A minha mae detesta ela e acha ela futil e interesseira, sem contar que vive nesse mundo de “de ferias com ex” que so se fala em relacionamento como se fosse o centro do mundo. Tive apego fdp por ela, hoje tem uma mistura de nojo de decepção e o afastamento entre eu e minha filha e completamente nocivo pra minha filha ela precisa do pai dela e é apegada em mim. Nao posso negar que fiquei decepcionado com ela, mas o sentimento maior e do apego pela criança, ela é exatamente igual a eu quando era pequeno, é parte da gente. Desculpem pelo logo desabafo, mas precisava soltar isso pra fora. Fica a pergunta, o que devo fazer daqui pra frente em termos legais, pessoais e psicológicos em relação a essa história que me consumiu por dois anos.
Obs1: Ela ja assumiu nas últimas transas que coloca medida como birra porque e o que ela tem pra me atingir. Sem contar que fica sempre me chamando de pai de merda, progenitor. E fica carregando a bandeira de mãe solo que a vida dela é sofrida, mas tem pensão tem renda externa a renda da mae e tudo que ela e minha filha precisar.
Obs2: tenho mãe, irmã, afilhada e sobrinha, filha, tive ex mulher e ex noiva, e essas são meu atestado de sanidade, as testemunhas que sou um ser humano que tem carinho e empatia.
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2020.05.27 08:01 jotaporque primeiro amor verdadeiro, namorada, e relação sexual...

Meus caros, venho aqui na tentativa de não chorar contar brevemente o que estou passando.
Eu namorei uma garota por 1 ano e 3 meses, sendo que somente 7 meses depois de nos conhecermos ela falou para os pais, ela sempre quis manter isso discreto durante esse tempo, nao podíamos segurar muito a mão na rua, ficar em lugares muito abertos, eu só via ela uma vez por semana e as vezes nem isso, pois sempre que os país saiam ou ela tinha um compromisso ela ia e eu ficava só, a nao ser em uma festinha, quermesse, etc. Porém detalhe, ela só contou para os pais dela após ela terminar comigo dizendo que nao era uma pessoa pra namorar, mas mesmo assim me amava, e 1 semana depois veio atras de mim pedindo pra voltar alegando que nao via a sua vida sem mim, etc, obviamente eu apaixonado, voltei e namoramos "normalmente" após isso; ao mesmo tempo quero ressaltar que eu fui bastante insistente neste tempo pedindo para ela contar para os pais, eu coloquei um pouco de pressao, estava doido pra namorar de verdade com ela, não fiz por mal.
Sempre fui romântico clichê, fofo, um toque de melosidade, e eloquente no modo de tratá-la, havia um brilho nos meus olhos quando olhava, porém eu nunca vi o mesmo brilho em seus olhos, tenho a impressao de que ela nao conseguia nem olhar por 1 mimuto em mim sem desviar o olhar. Ela desde o começo falava para eu não fazer dela o meu mundo, porém eu fiz, pois ela sofria com baixa autoestima, inseguranças, medo, e eu sempre apoiei (durante aqueles 7 meses) e dei 100% de mim à ela.
Enfim, depois do primeiro término eu percebi que ela era uma pessoa extremamente orgulhosa ao ponto de as vezes só pedir desculpas quando eu pedia também, nao somente isso como eu tinha que pedir pra ela dar desculpas também. Percebi que ela não me priorizava quanto eu priorizava ela, eu nunca deixei de ficar uma semana por compromisso ou rolê meu, até com meus pais eu chegava a desmarcar, que numa discussão ela quando ficava estressada simplesmente sumia e me deixava de mãos abanando querendo resolver o problema, até eu pedir desculpas, e no maximo se eu desse gelo ela falava "vai ficar por isso mesmo?". Percebi que ela menozpresava meus sonhos, e que em quase todas as situações acima ela falava uma das 3 coisas como justificativa, que eu estava impondo e ela nao gostava disso, que eu estava jogando na cara erros do passado, e erros em geral, e que eu estava querendo mandar ou mudar ela, e falava "esse é o meu jeito".
E é ai que começei a pedir para ela mudar (na verdade até antes pedia mas nao era tanto motivo de briga assim, enfim, daí o motivo das brigas), e ela mudou do começo para este ponto, pois começou a fazer o mínimo, que seria demonstrar, mas ainda sim pedia pra ela ser mais recíproca, pra ela me escutar mais, me respeitar mais (houve uma vez que ela falou na minha cara que nao se sentia protegida por mim), pra ela me priorizar mais, pra ela parar de ser orgulhosa, enfim eu forcei a barra nesses quesitos, mas era por que eu me sentia infeliz com as atitudes dela em relação à mim, e como eu amava muito ela e estava apaixonado sentindo uma coisa indescritível, uma paz, não queria perder ela. Quero ressaltar que depois de todas as brigas, conversávamos pessoalmente, e ela chorava e dizia que iria mudar e que nao queria me perder, que me amava e me abraçava, isso quando estavamos a ponto de terminar, dizia que ia mudar, mas não mudava, eu acho que sou muito exigente tambem, não sei ao certo em o quê acreditar.
Eu fiz erros sim, fui realmente mandão, abusivo, chantageador e joguei na cara algumas vezes, fiz mal algumas vezes, mas eu sempre fui bom, toda vez que ia na casa dela eu levava uma florzinha, talvez um chocolate, fazia uma declaração, demonstrava querer ver ela toda semana, todo dia, perguntava do dia, dos planos, eu literalmente caçava ela. Portanto acho que meus erros foram, idealizar, amar e querer ser amado e cobrar demais, assim me demonstrei frágil, desgastei, cansei.
Bom para finalizar a ópera, eu não sei como terminar, só sei dizer que têm 2 meses que terminamos, ela fazia coisas por mim também, mas só em datas comemorativas como mês-versario de namoro, meu aniversário, ou quando fomos a praia juntos. Eu não sei em o que acreditar, se ela me amou, ou nao amou tanto que eu pensei, ou não me amou de verdade.
O termino ocorreu de forma muito ruim, 2 semanas antes do término tinhamos ficados 2 semanas sem se ver, por que ela ia em uma festa com a familia e uma formatura, e eu na minha rotina, numa terça tive que dar um puta corre para podermos se ver, comprei vinho barato, foi um super dia legal. Porém depois eu iniciei a discussão, sobre ficar 2 semanas sem se ver, que a minha rotina é apertada, propus nos vermos de semana, e o fim de semana ela tava livre pra ir com os pais (o que custava me chamar para ir junto? ou não ir uma vez ou outra? formaturau até entendo, pois era do melhor amigo dela), ela resistiu como sempre, falou e falei coisas que não lembro, só lembro que ficamos 2 dias discutindo e inclusive fizemos 1 ano e 3 meses discutindo, e ela falou "olha essa discussao tá apontando pra uma coisa e você sabe qual é", e eu lembro que prometi pra mim mesmo que a próxima vez que ela me ameaçasse de término ou que chegasse num ponto de quase, que eu iria terminar, dito e feito, terminei alegando nossas diferenças como principal ponto.
3 dias depois ela tentou voltar comigo falando para mudar por definitivo, eu falei que deveriamos esperar para o "dia da conversa" para decidir nosso futuro, porém numa terça ela me chama e fala que quer decidir já, eu falei que achava melhor continuar assim, entre outras coisas, ela nem relutou, não falou nada, só falou "concordo contigo". O ponto é que uns 3 dias depois eu mudei minha opinião e tentei voltar, ela falou que não, que não quer mudar, que nao queria passar por tudo aquilo de novo, tentamos manter contato depois disso mas só lembro que falamos coisas muito ruins uns para os outros, inclusive ela falou que eu destrui o pscioclogico dela com proibições (sendo que eu nunca proibi de nada), cobranças (okay, isso talvez mas eram coisas tão simples, eu acho), e comentários (eu nunca falei mal dela, nem de qualquer modo no relacionamento), e eventualmente paramos de nos falar em questão de 1 semana e meia. Foi quando eu descobri que 2 semanas após o término ela já estava falando de namoro com uma pessoa numa rede social (eu tinha bloqueado ela), e que inclusive postou seu número de celular no meio da rede social, fiquei insano e descarreguei muito ódio e energia ruim nela, mas não xinguei, e também pedi todos os presentes que dei pra ela de volta, até de aniversário, a aliança, o potinho com coisas fofas, uma meia, tudo, peguei todas as roupas que ela me deu e devolvi também. Enfim ela me bloqueou, peguei as coisas de volta, coloquei em um saco as coisas que eu dei pra ela e as coisas que ela me deu (potinho, desenho meu, etc) e martelei tudo e postei em um status. Após isso me senti muito mal, pedi desculpas à ela, e até agora nao nos falamos mais, inclusive estou até namorando uma menina nova, pois já que ela estava com papo torto, eu também decidi estar, e o meu deu certo aparentemente, mas não 2 semanas depois.
Desculpem o texto longo, mas eu não sei o que sentir, ao mesmo tempo me sinto culpado por ter desgastado ela pedindo, manipulado (por sexo, o qual nos dávamos muito bem, e mentalmente), não amado, que vivi uma mentira, remorso, ódio, amor, perdão, hipócrita, sujo, que coloquei muita expectativa, que na verdade estava tudo bem e eu estava problematizando e reclamando de tudo, eu só queria a mesma intensidade que eu estava tratando ela.
Eu não sou uma pessoa ruim, sempre tentei ser a melhor versão de mim, me deixa muito mal ver que tive determinada reaçao, atitude, não quero ser odiado pela pessoa que mais amei, só queria ser feliz. Mas ao mesmo tempo fico mal de ver que fui tratado mal e não recebi o que eu merecia.
Eu estava tão apaixonado, e eu simplesmente nunca consegui saber ao certo se ela também estava da mesma forma com o fogo dentro de si, levando a sério o namoro e pensando junto comigo, talvez por puro orgulho, mas nem isso eu tenho como saber direito pois aparentemente ela não se conhece tão bem quanto eu a conheço.
Quero poder um dia chamar ela na praça, e simplesmente dar, e receber o perdão, deixar as coisas bem resolvidas, talvez, tentar de novo com uma cabeça mais madura, um abraço reconfortante, um beijo longo, um olhar fixo, sem ódio ou amargura, nunca fui de fazer mal à alguém.
De uma coisa eu tenho certeza, eu senti, todos os sentimentos possíveis com alguém, um caminhão de sensações passou por mim, não sei se foi a mesma coisa com ela.
Quem leu até aqui muito obrigado, eu sou novo no reddit e ao escrever esse texto eu estou melhor, coloquei um pouco meus pensamentos e indagações em ordem.
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2020.04.27 22:47 shinytrash_92 Eu sou um peso na vida do meu marido

Ensaiei esse post por horas. Escrevi, apaguei, fui tomar banho, reescrevi, editei e não postei. Criei uma conta alternativa e reescrevi uma última vez para conseguir postar e não ser rastreada, pois o que estou prestes a falar é humilhante demais para sequer imaginar que alguém que eu conheça esteja lendo, principalmente meu marido. Mas, a verdade é que sou um peso na vida dele, e pior: covarde demais para me separar e deixar que ele prospere sozinho.
Contexto: estamos juntos há 14 anos, sendo 4 de casamento e 10 de namoro. Nos conhecemos super novos, ainda no cursinho. Eu era uma menina bonitinha, magrinha e pequena, com alguns hobbies e planos pela frente, mas, já fazendo tudo com uma certa dificuldade, principalmente por conta de um background com família e emocional bem instáveis. Ele era um cara super inteligente, já falava 3 línguas, tinha morado fora e vinha de uma família rica e equilibrada. Logo passou em medicina, numa faculdade pública, enquanto eu perdi mais uns anos no cursinho pra passar em um curso meio bosta numa particular.
Quero deixar claro que essas visões são minhas: Ele jamais me subestimou por ser mais rico, mais inteligente ou ter feito uma faculdade melhor que a minha. Eu que fui desenvolvendo esse olhar conforme fui percebendo que, enquanto eu sofria para estudar e precisava de ajuda dele com trabalhos e exercícios, ele ia fazendo a faculdade dele e a minha também, por tabela. Não estou exagerando: ele desistiu de matérias para me ajudar com o meu curso. Virou noites fazendo exercícios e estudando comigo. Quando casamos e veio a residência, onde mal conseguíamos nos ver, me afundei em uma depressão profunda. A casa estava sempre uma zona, pois eu não conseguia cumprir com as tarefas domésticas (que eram minha responsabilidade, uma vez que ele tinha me ajudado com a faculdade e agora precisava de ajuda para terminar a dele). Não sei explicar, não tenho energia. Não é como se eu passasse o dia fazendo outras coisas, eu passava o dia na cama olhando pro teto. Nem séries eu tinha vontade de ver. De quebra Engordei 40kg e tive muita dificuldade com o meu TCC. Sinto que ele vem me carregando desde então.
Se antes eu sentia que não bastava por ser esse saco de lixo burro e inútil, agora eu também estou gorda e horrorosa. Nem esse, que era o papel mais basal de uma esposa - o de ser bonita - eu consigo mais cumprir. Nossa vida sexual também foi embora - e não por culpa dele, mas, por culpa minha! Ele insistia para fazermos amor, mas, eu tinha vergonha demais do meu corpo e fui recusando, até ele parar de pedir. Esse ano, se transamos 3x foi muito.
Obviamente que não é só isso. Para o pacote ser bem completo, além de burra, inútil e gorda, eu também sou uma pessoa difícil de lidar. Briguei e cortei relações com muita gente próxima dele. Vários amigos dele não gostam de mim, o irmão dele me odeia, as tias dele também. Sei que os pais dele são corteses, mas que também prefeririam que ele estivesse solteiro. Eu tenho surtos de raiva, provavelmente relacionados com o meu background familiar, e sempre acabo com as minhas relações pessoais. Ele é praticamente a única pessoa que restou. Mesmo minha amiga mais próxima, a única que conservei da faculdade, sinto que só gosta de mim por que quer estar próxima dele também.
A gota d'água foi recentemente ter sido mandada embora da empresa em que eu trabalhava, que, por conta do COVID decidiu só manter os funcionários essenciais. Obviamente que eu não sou essencial e fui afastada. Agora, além de gorda, inútil e burra, também sou financeiramente dependente dele. Nem o salário terrivelmente baixo que eu recebia eu tenho mais para ajudar com as despesas (que eu mesma gero).
Ele, sempre paciente, diz que está tudo bem. Diz que segura as pontas, para eu aproveitar esse tempo e procurar um curso online e me relançar no mercado quando a quarentena acabar. Ele banca. E essas palavras me cortam por dentro, porque com que cara eu vou falar pra ele que não tem absolutamente nada que eu queira fazer? Que quando eu acordo de manhã, o simples pensamento de levantar da cama me faz querer morrer? Que o ponto alto do meu dia é quando eu vou dormir e passar horas desacordada??? Eu não tenho mais energia, minha cabeça dói o tempo todo, preciso fazer pausas enquanto faço as tarefas domésticas ou não consigo continuar. Não posso falar nada disso pra ele pois ele já perdeu tempo demais lidando com a minha bullshit no passado e tem uma fucking pandemia acontecendo no país, que é muito mais urgente.
Eu só queria poder retribuir um milésimo de tudo o que ele fez por mim. Eu só queria não ser um peso na vida do homem que eu amo.
Eu vejo essas esposas modelo e me sinto tão absolutamente aquém. Eu só queria conseguir fazer coisas simples, sabe? Basicas. Não precisa ser nada de grandioso no começo. Pintar minhas unhas, por exemplo, essas mulheres sempre tem unhas tão compridas e bonitas... Mas, nem isso eu consigo fazer. As minhas são roídas e horrorosas.
Queria poder receber ele em casa com um jantar balanceado e saudável todos os dias. Mas, não consigo manter minha dieta nem por 2 dias consecutivos.
Queria manter a rotina de limpeza da casa, passar roupa, cuidar dele como ele sempre cuidou de mim. Mas não consigo manter, me desinteresso, passo um dia na cama e os outros já estão perdidos depois.
O fato é que estou cansada de tentar e fracassar toda vez. Devo ter algum problema psicológico ou um retardo mental que me impede de fazer melhor.
Eu já pensei diversas vezes em deixá-lo, porque, certamente ele conseguirá me substituir por alguém melhor, mais atenciosa, mais presente. Alguém que não seja um atraso. Sei inclusive de mulheres do hospital em que ele trabalha dando em cima dele. Eu fico brava e com ciúmes, mas, ao mesmo tempo sou tão insuficiente que penso: será melhor não deixar acontecer?
Mas, a verdade é que sem ele eu perderia a única coisa que fiz certo na minha vida. Eu nem teria pra onde ir pois não tenho família nem dinheiro. Estaria literalmente na rua. Que patético, né? Em pleno século 21, depois de tantos direitos conquistados por mulheres que vieram antes de mim, meu maior feito na vida foi ter casado com um homem bom... E não merecê-lo. Não consegui conquistar nada por mim mesma.
Se eu tivesse vergonha na cara daria um fim nessa vida miserável e parava de ser um peso morto (rsrs sacaram? é pq eu sou gorda também)
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2020.03.27 20:54 marii7261 Estou começando um relacionamento com um cara e isso me dá medo

Estou saindo com um cara tem um mês mais ou menos. Ele é super legal e tamos nos dando super bem. Parece que já somos amigos de anos, ele é super romântico (e eu adoro isso) e respeitoso.
Acontece que eu tô numa fase de vida que tô cuidando de meu filho pequeno de 4 anos (sou separada) e trabalho muito. Sinceramente, não me imaginaria estar em um relacionamento por agora.. não sei se a fase que eu tô condiz com isso
Também, já tive alguns relacionamentos longos que me deixaram muito abalada mesmo. Eu estou super bem por esses anos que tô solteira, e tenho muito medo de ficar mal de novo.
Mas eu tenho gostado demais dele e cogitado ter algo sério. Já ele, já disse estar apaixonado, que quer me apresentar pra família amigos etc. Sinto que pode pedir em namoro em breve.
Mas eu tô com medo. Preciso de mais tempo. Também não quero me prender demais e acabar magoando ele que é uma pessoa muito boa. Eu já magoei muito uma pessoa no passado por não conseguir corresponder ao sentimento dele e isso me corroi muito.
Também não sei se ele parou pra pensar que com o fato de eu ter filho pequeno, minha relação com ele nunca vai ser 100% normal. Não vou poder fazer viagem longa com ele, nem estar presente sempre, pois meu filho sempre será minha prioridade. Tenho medo de assumirmos um namoro e quando ele ver esse lado, desistir.
Só sei que estou confusa e isso me impede de me entregar mesmo nesse relacionamento....
Sei que o melhor caminho é conversar com ele sobre minhas inseguranças. Mas eu não tô afim de conversar mesmo... Ele tá tão animado com isso e eu não queria deixar ele receoso ou triste
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2020.03.05 04:26 psicopatola Eu perdi o amor da minha vida, eu acho

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Meredith e eu namorei o Derek por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Alex, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Alex. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Alex falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Alex sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente feliz, que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? A gente se vê muito pouco agora.
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2020.03.03 03:40 psicopatola Relacionamento à la Grey's Anatomy

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Meredith e eu namorei o Derek por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Alex, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Alex. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Alex falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Alex sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente , que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério. E aí eu fiquei com muuuuuita raiva. Não sei lidar com rejeição por parte dos outros. Eu inicialmente havia concordado em ser amiga dele, mas eu me senti rejeitada. Xinguei ele de todos os nomes que consegui, bem infantil mesmo, e bloqueei ele em todos os lugares. Na sexta feira de carnaval, xinguei mais ele, fiz ele sair de um bloquinho, pra voltar pra casa e conversar comigo. É isso.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? A gente se vê muito pouco agora.
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2020.03.03 03:15 psicopatola Eu tinha dois "namorados" e perdi os dois 😬

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Jane e eu namorei o Michael por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Rafael, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Rafael. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Rafael falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Rafael sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente , que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério. E aí eu fiquei com muuuuuita raiva. Não sei lidar com rejeição por parte dos outros. Eu inicialmente havia concordado em ser amiga dele, mas eu me senti rejeitada. Xinguei ele de todos os nomes que consegui, bem infantil mesmo, e bloqueei ele em todos os lugares. Na sexta feira de carnaval, xinguei mais ele, fiz ele sair de um bloquinho, pra voltar pra casa e conversar comigo. É isso.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? Eu tô com muita saudade. A gente se vê muito pouco agora.
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2019.12.31 19:00 Sinclair57827 Fazer uma amizade só aumentou meu sentimento de isolamento

Estou com vontade de escrever. Não vou conter o tamanho do texto, direi o que vier e jogarei a folha ao vento, talvez caia no colo de alguém que terá o interesse de ler.
Fiz uma amizade recentemente - falo isso com alguma insegurança. Gosto muito dela, mas me sinto inseguro ao pensar que ela me consideraria sua amiga. Talvez exista mesmo uma assimetria entre a imagem que faço dela e a que ela faz de mim, pois a partir da minha carência, a exalto. Não sei como as pessoas que têm muitos amigos lidam com esse volume, se os estimam em igual intensidade, se são indiferentes, e se a ausência deles faz alguma diferença. Sempre fui muito sozinho então estimei demais a presença das poucas pessoas que eu realmente gostava - duas ou três. Pensava nelas constantemente, lembrando das conversas e pensando o que diria em outras oportunidades. Me pergunto se elas pensam em mim também, e me entristeço ao considerar que talvez não, mas elas não precisam, nem devem, não posso depositar essas expectativas em ninguém, isso decorre apenas da minha carência.
Tivemos algumas conversas, eu e essa pessoa, e foram boas conversas, genuínas, sinceras e profundas. Fiquei imensamente feliz pela oportunidade, encontrei algo realmente raro, e com a felicidade e o desejo nascem, imediatamente, o temor da perda (quanto tempo passaria até que tivesse outra oportunidade equivalente?). Ela disse que também gostou, e depois fiquei pensando se não foi apenas gentil em me responder, ponderei as palavras que utilizou e as que omitiu. Por que eu sou tão inseguro e paranoico? O que eu precisaria para ser convencido? Que me abraçasse e me enchesse de beijos e elogios? É até um tanto grotesco o que surge quando narcisismo e insegurança se misturam.
Compartilhei algumas experiências, fui honesto de uma maneira muito estranha ao meu jeito usual. Queria deixar tudo sair, abaixar a guarda, já andava cansado de guardar para mim todas as minhas dores e tentando simular qualidades que não tenho, fingir segurança, autossuficiência, confiança, clareza de propósito, alegria. Eu sou inseguro mesmo, sinto medo, acho a vida difícil e confusa. Me sinto sozinho. Acho que muita gente se sente sozinha. É até irônica a quantidade de gente sozinha por aí, tentando esconder e agravando a própria solidão. Mas também sinto coisas boas, a considero minha amiga hoje e sinto vontade de demonstrar afeto, acho que eu sou carinhoso e sinto vergonha e medo de que tornando isso aparente a afastaria de mim, por dar a entender que tenho segundas intenções ou porque ninguém gosta de gente manhosa demais.
Queria que ela compartilhasse também, mesmo os detalhes mais irrelevantes da sua vida. Não por uma curiosidade acerca da sua vida, pois poderia fazer as mesmas perguntas para qualquer um e obteria respostas similares, mas pelo estabelecimento de uma confiança, de cumplicidade. Ela me consideraria próximo o bastante para me dizer como foi seu dia, como se sentiu, e uma memória feliz da infância, ou algo que tenha a tenha deixado melancólica. Mais do que estar na presença de pessoas, gostaria de ser relevante para alguém. Talvez, ir para além da minha esfera pessoal, do isolamento do meu mundo particular, e fazer parte do panorama da vida de outra pessoa.
Mas nada disso foi dito. Talvez seja o jeito dela, ou eu só não sou digno, ou pode ser que o que ela disse era o que ela considerava importante e eu sou, de fato, estimado. E eu não perguntei, na verdade.
Me lembro do que não devia ter dito e do que poderia ter dito melhor, e me sinto culpado e com medo de que isso talvez tenha criado uma má impressão e maculado permanentemente a imagem que ela tem de mim, e uma amizade profunda e potencial já não é mais possível. Paranoia. Não existe método para o nascimento de uma amizade, existe o contato necessário, mas o resultado pode ser um ou outro independentemente da minha vontade, não posso esperar o afeto de ninguém.
Ela não é a primeira e certamente não será a última pessoa que passará pela minha vida, não sei por quanto tempo. Sei que os intervalos entre uma e outra serão grandes. Isso me entristece, não consigo me livrar da ideia de que a condição humana seja, fundamentalmente, a solidão, cada um isolado na sua subjetividade e na sua própria história. Talvez não seja a condição humana mas a minha, certamente, é, quase uma doença crônica, uma dor que as vezes diminui mas está sempre lá.
Minha família não era de demonstrar afeto exacerbadamente, nunca aprendi a ser afetivo, eu era a única criança da casa, me isolei gradualmente dos meus colegas e não fiz um único amigo por todo o colegial. Há um ou outro sujeito com quem converso ocasionalmente, mas não faz diferença. Nunca pertenci a grupo algum, não me identifiquei com ninguém e meu único namoro foi desastroso. Minha alienação se acentuou após ingressar na faculdade, desenvolvi uma obsessão compensatória pelos estudos e passei uns bons 5 anos sem contato com praticamente ninguém, fiz um progresso estrondoso nesse tempo mas a custo do quê? A conquista perde seu glamour quando vejo sua causa, escapo para sonhos megalomaníacos porque a realidade banal é difícil demais para mim. Esses fatos compõem a base da minha vida e não é possível mudá-la, mesmo que eu me desenvolva de tal modo a ter mais pessoas presentes na minha vida, a base que me forma será sempre essa.
Penso em como pode ter sido a vida dela. Completamente diferente, imagino. Abro o seu instagram em um instinto voyeurístico, a vejo feliz com sua família e sinto inveja. Essa é uma mistura de sentimentos bem bizarra, inveja, paixão, felicidade (por vê-la feliz), ressentimento, carência, me sinto pequeno, ela parece inacessível para mim, por que ela manteria por perto alguém como eu? Ela sempre deve ter tido muitos amigos, fez teatro na juventude. Viveu suas aventuras. Como terá sido sua primeira paixão? Será que ela é feliz com seu passado? Eu devia parar de usar redes sociais, me sinto desconfortável quando olho suas fotos, invado sua privacidade e tento me projetar numa vida na qual não pertenço.
Por que me faço essas perguntas? Por que me menosprezo tanto? Poderia estar feliz pela oportunidade que recebi de conhecer alguém legal e esperar até o próximo momento que teríamos para conversar e só o que consigo fazer é rolar de um lado para o outro com essa dor insuportável no meu peito, perdendo a sanidade para a paranoia.
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2019.12.10 17:46 throwawaysemnome Minha irmã quer se matar e se provavelmente eu tiver a mesma vida que ela teve vai dar merda pra mim também

essa vai ser a 43423423 e talvez a ultima throwaway q vou criar pra esse subreddit, e o post mais profundo e fudido meu

Eu xxF (não importa a idade agora pra não falarem merda) entrei de ferias semanas atras, eu nem pra lembrar eu consigo, i mean, desde quando eu tava tendo aula eu não queria entrar de férias, desde ano passado eu fui assim, mas esse ano eu realmente não queria, não queria mesmo. Eu, se eu dizer minha rotina, já ira ter pessoa já reconhecendo a historia que ja desabafei aqui, e não liguem pra esses ultimos desabafos, aqueles não importam, eram só surtos mal feitos, vamos láá, acordar ir pra escola blablabla ficar no computador de tarde e de noite, sabado ficar no computador quando eu estiver acordada, umas... 12 horas por dia? domingo mesma coisa? quero dizer, minha vida inteira foi assim, mas lembro que quando criança meu pai colocava só 5 horas por dia num coisa lá do windows 7 controle dos pais, e eu nem me lembro o que fazia quando isso acabava, eu lembro mais profundamente na infancia eu brincando com meu patinete em volta da casa, nao saia na rua nem nada, lembro mais profundamente eu indo pra rua pra brincar com umas menininhas da casa da frente, e meus pais me chamando pra ir de volta pra casa, porque NaO pOdIa. eu lembro de minha mãe mandando eu roubar a mochila das meninas da frente q ia ser jogado no lixo, na verdade, eu nem sei... a mochila só tava la na frente da casa, eu nem sei... foi tudo culpa da minha mãe... eu odeio esse passado e me sinto um lixo lembrando isso... eu nem era tão pobre assim, se mil reais por mes pra 4 pessoas era pouco... e minha intenção aqui nem era desabafar meu passado... eu me odeio agora
eu só quero pular pro presente agora, as pessoas tem que me reconhecer pelo presente, eu sou uma boa pessoa agora por fora, eu sou extrovertida quando meus amigos estão por perto, na escola, eu tive que conviver com um outro grupinho que nem me socializar eu conseguia direito pois de lá eu só conhecia meu uh, namorado? (eu queria só ficar com ele mas, quis namorar e agora nem me respondendo mais no messenger está, e eu nem conhecia faz 1 semana e ele ja me queria e eu aceitei por pressão e porque ele era uma boa pessoa numa escola cheio de gente que não presta, e olha lá que eu ja fiz um post aqui falando isso, de qualquer forma, namoro em geral é superestimado)

presente agora -
quando começou as férias eu fiquei só fazendo as mesmas merdas, a diferença é que eu agora acordava mais tarde, tava indo até tudo bem, ''aprendi'' a conviver com as férias DESPERDIÇANDO MINHA VIDA, QUE ESSE APRENDI TA MAIS PRA ME ILUDIR, um webamigo (tomara que ele realmente nao leia esse desabafo, ele pode facilmente se reconhecer aqui, ele usa reddit, se vc de alguma forma ler isso, esqueça) meses mais velho que eu falava que foi em festas com a familia academia etc etc eu comecei a ignorar ele, eu não gostava de ouvir aquilo, tipo, inveja? mas ao inves de raiva eu só queria chorar, e foi o que eu fiz, ele depois de muitas tentativas de oi veio logo me chamar em outra conta que eu era ativa, e eu nao tive escolha, eu fiz drama só mandando pontos e falando que ele me deixava triste, igual um adolescente que quer atenção, mas n entendeu e eu só quis deixar isso de lado, e falar de outros assuntos, eu so chorei quando eu fiquei falando que tal coisa deixava triste, eu nao posso chorar porque meu quarto é publico, qualquer um pode ir aqui quando quiser porque o guarda roupa que tem aqui é de todos. então ja veio minha mae se preocupando, e como esperado, ela já veio falando : ''O cOmPuTaDoR eStRaGoU?''

parece bobo, mas aquilo me ferrou ainda mais, pode ser qualquer coisa que posso estar, mas, alguem pensar que eu estar chorando por causa do notebook estragar, me faz pensar que minha vida inteira ta sendo mesmo ficar na frente de uma tela apertando botoes. É isso, só ter uma vida e essa vida ser só isso.
De repente eu percebi minha mãe me mimando dando comida, um tipo lá de chocotone e fez pipoca, que bom mimar um sedentário com coisas nada saudaveis, ja sentia dor no peito mesmo dias atrás (mais uma referencia a outro desabafo)
ok, isso tudo foi ontem, dormi, acordei e fui dormir no quarto da minha mãe porque minha irmã tava se mexendo na cama e isso me deixava desconfortavel
agora que vem a merda
hoje acordei de novo com minha mãe e irmã falando alto sobre como o namorado dela quis um tempo ou algo do tipo, tava uma discussão normal, ela falando como ela tem raiva de tudo e se odeia, mãe perguntando o porque da cara dela estar vermelha em certos momentos etc etc
me deu vontade de chorar de novo por ela estar se preocupando com namorado sendo que ela tem emprego e vai pra onde quiser, enquanto minha vida literalmente depende dos meus pais (minha irmã é 21F e esqueci de falar que também minha infancia do 1 á 5 série foi chorar todos os dias na sala enquanto minha turma inteira, inclusive a professora do 1 e 2 ano, fazer bullying comigo, a minha nova escola do fundamental 2 quase ninguem me conhecia entao ninguem mais fazia bullying comigo, mesmo as 2 escolas sendo bem pertas, mesmo assim, eu nao sei o que eu tenho pra ser tao sensivel assim, mas agora tem motivo ainda).
Então, com um pai que trabalha e fica a noite inteira jogando, uma mãe que cuida da casa e vai assistir televisão quando não tem nada pra fazer, o que eu vou virar? huh? comecei a chorar no travesseiro
depois de tanto blablabla que discutiram, minha irmã começou a chorar, falando de novo que se odeia, que toda a raiva dela é biológica, de dentro da cabeça, que não produz mais felicidade, eu realmente nao me lembro muito por isso to falando tao vagamente.
e agora uma coisa inesperada pois sempre achei que minha mae entende que depressão não é frescura, que se preocupou comigo pensando que eu teria um dia, minha mae começou a falar merda
ela começou a falar com raiva que pelo menos minha irmã tem saúde e que isso que importa, começou a comparar minha irmã com minha prima que sei lá o que engravidou perdeu namorado e mesmo assim seguiu com a vida, que tem que ter força de vontade
mas acho que nem tudo que ela falou foi merda, eu não sei diferenciar desculpa, mas cada pessoa tem sua vida, não precisa ficar se comparando com pessoa com vida pior, isso não vai adiantar nada, minha mãe começou a falar que viu a vida inteira a mãe dela apanhar, falando como se fosse normal.
agora minha mãe vai falar com meu pai, minha mãe falou que meu cunhado terminou o namoro com minha irmã q queria ficar sozinho, que ele era bomzinho de boas com a vida e minha irmã um tanque de guerra, que computador da depressão (finalmente percebeu isso, minha irmã trancada em casa, não tipo, realmente computador, também celular, porque não tinha nada pra fazer alem disso antes de conseguir emprego e namorado), e quando minha mãe falou que minha irmã queria se matar meu pai falou : ''AhHhHh Vai coMeÇaR cOm O DrAmA'' ''FiQueI dESDe PeQUEnO TrABaLhANDO'' e pelo menos começaram a falar de psicologo, meu pai falando sobre espiritismo falando que quando se matar n vai pro paraiso e sim vai ser uma alma penada bla bla bla (ai ai gente ''religiosa'' ou algo do tipo é foda)

mãe : ''se tem que conversar com ela''
pai : ''N VOU (?? n sei mais q ele falou ele tava com a boca cheio de comida)
mãe falou mais algo que nao escutei porque meu barulho de teclado n deixou escutar
meu pai começou a falar que minha irmã foi criado tudo na mordomia e que a vida é sofrer
sinceramente, MEU PAI SÓ FALA MERDA, primeiramente, não é porque os pais teve a vida ruim que o filho vai ter também, na verdade nem sei como foi a vida dele antigamente, mas acha, acha que isso vai ser um loop infinito? um bom pai é assim? desejar a mesma coisa que ele passou pro filho? assim o filho desejar pro filho a mesma coisa? e assim vai indo? eles não abriram a mente pra ver como é tudo hoje em dia, eles ferram com a mente de uma pessoa deixando trancado em casa e chamando de vagabunda, pra depois falar que foi tudo na mordomia? sinceramente, devem gostar de sofrer, ou melhor, ja acostumaram sofrer, não é tipo, sofrer mesmo, mas parece que falar : ''todos vamos morrer um dia'' vai abrir a mente deles pra dizer que a vida não é só trabalhar e ficar preso em casa, i mean, mesmo minha irmã ja tendo 21 anos e precisando trabalhar, acha que ela fez algo de bom antes? que se divertiu na unica epoca da vida de se divertir? não, FICAR EM CASA NÃO É VIVER, desculpa se alguem acha que isso é frescura MAS EU TO PERDENDO A CABEÇA COM ISSO, a menina mesmo livre agora, teve um passado desperdiçado, ela falava que aguentou 20 anos por isso, imagina 20 anos desperdiçado, e eu, 13, parabens descobriram minha idade, 13 anos sentada e indo pra escola, irra.
na minha sincera opinião sobre o namoro dela, ela amava mais o namorado do que eu, e isso era o certo, o namorado dela dava presentes toda hora, a estante do nosso quarto é quase tudo presente dele ou da mãe dele, o namorado dela iluminou a vida dela, e então ela gastava o dinheiro do emprego dela tambem dando presentes pra ele, agora tinha chegado um teclado que ela iria dar pra ele, mas como ele terminou o namoro, ou deu um tempo sei lá, nem sei o que vai acontecer, o teclado tinha custado uns 200 reais, eu pensei que ela iria comprar pra mim e eu fiquei com raiva, quem gastaria 200 reais num teclado? mas era pro namorado dela, isso foi mais entendivel, depois de tanto mimo que ele deu pra ela, ela tem que retribuir, ela até perguntou pra mim o que eu queria de natal, já que meus pais tão pouco se fudendo pra mim, mas era no maximo 100 e eu queria algo de uns 200 (era uma mesa digitalizadora, eu queria uma pra eu continuar desenhando pois desenhar no mouse é impossivel, quem é artista sabe, eu desenho faz 5 anos e eu perdi totalmente o animo de desenhar, pois ate pessoas que nem sabem desenhar ja compram uma e isso é uma grande injustiça, e eu poderia fazer comissions até pra ganhar dinheiro com isso, mas nãoo, se eu tivesse uma mesa digitalizadora eu iria ganhar muito animo pra fazer isso) ser pobre é foda, nao quis nada mesmo.
o namorado dela era de boas com a vida porque deve ser classe media, tudo de boas, bla bla bla, casa boa, ja minha irma tem uma vida merda, agora, se vê o triangulo que isso fez?

irmã com vida merda > irmã acha namorado e emprego > irmã perde namorado por causa da vida merda q era o passado que não traz mais nenhuma felicidade pra ela hoje em dia, pois fica com raiva e nem sei da historia direito e o que ela fez pro namorado.

nossos pais tao fudendo com nossa vida, se for frescura, é só nós que somos sensiveis assim, é normal ficar com uma vida assim? não sabia.

vontade de ela voltar com o namoro e eu ser o filho deles, sinceramente.

morar numa casa que todos dão risada e pais que querem ver todos sofrerem é... torturante, se eu ficar aqui, vou ficar literalmente chorando as férias inteiras
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2019.11.15 08:06 FabiMonster Ela me traiu (texto longo)

Tinha feito um post com o mesmo título mas não expliquei direito o ocorrido. Para falar a verdade, eu só quero desafabar o meu relacionamento.
Logo de início já quero deixa claro que eu e ela webnamoramos (guarde para sí sua desesperança sobre se dar certo ou não).
Quero dizer tbm que eu já a traí(mandei nude para outra mina) no início do namoro... me arrependo MUITO disso, não é do meu caráter tal atitude, senti minha alma suja... tive vergonha de olhar para o céu, pro cara que tanto pedi que desse certo meu relacionamento.
Daí dps de 6/7 meses, não consegui mais guardar meu arrependimento para mim mesmo, aí EU MESMO Contei o que fiz para ela. Nesses 6/7 meses, eu foi vê-la duas vezes, passei uma semana com ela (webnamoro não dá certo p quem não tem esperança).
Quando contei a verdade, dps de um tempo (dias) ela me perdoou, pq ela me amava muito mesmo, como eu até hoje a amo mais que tudo, e vacilei com ela... se eu tivesse contado o que fiz antes de eu vê-la duas vezes, Com certeza ela teria terminado comigo. Tbm Não contei antes pq eu tinha de verdade planos de vida com ela, ela é o amor da minha vida.
Tive que estar presente (em ligações) 100% com ela, não queria que sofresse sozinha, eu tbm sofria com isso. Tbm queria que confiasse em mim novamente. E consegui isso.
Eu a traí uma única vez, sem pensar... mas nem fudendo, de verdade do fundo do meu coração eu nunca faria denovo o que fiz, nem com ela e nem com mais ninguém.
Isso tudo só foi para contextualizar
O título por sí só é auto explicativo sobre o que aconteceu comigo...
Ela beijou um cara da escola dela... que meses atrás me disse que tinha conhecido ele por uma amiga, sendo que essa amiga gosta dele, ela disse(essa semana) que começou a gosta dele um pouco quando se conheceram, mas não aconteceu nada, pq ela namorava cmg. Ele acabou se declarando para ela por ligação (essa parte ela me disse). O que eu poderia fazer? Eu estava a 380km prar tirar a bola toda(socar a cara dele) desse fdp.
Isso tudo meses atrás.
Essa semana, ela me contou que beijou (selinho diz ela) ele no mês passado. Ela dizia que não gostava dele, que não ligava para ele, pq a amiga dela já gostava dele, pq ela me amava muito.
De certa maneira, eu já esperava por isso, não com ele, mas a traição. Pq eu e ela (principalmente eu) se provocava muito com nudes, estávamos com muitas saudades de beijar um ao outro, do toque do outro, de nos se reencontrarmos, falávamos muito sobre fazer sexo intenso (não tínhamos feito antes maa fazíamos websexo kdjd) Tínhamos e temos muita atração um pelo outro. Ela é muito sensível, muito emocional. E toda essa atração/desejo se explodiu e ela não se controlou. Fez sem pensar na merda que fizera.
Ela disse que nenhum sentimento por mim tinha mudado, fala que me ama muito mesmo e quem ama não traí (ela própria falou isso) e que estava arrependida. Disse que se odiava por ter feito isso.
Para ser sincero de verdade, isso deveria ter acontecido, NÃO A TRAIÇÃO, mas algo que levasse a gente para baixo, algo muito difícil de se lidar, para testar se nos amávamos de verdade, nosso relacionamento não estava bem antes de ela fazer isso, a gente tinha dado um tempo, um tempo para com a gente mesmo, não era pra ficar nem trair ninguém.
Eu decidi continuar o relacionamento, eu a perdoei da mesma forma que ela tinha feito cmg, mas não por obrigação, eu queria perdoa lá, meu amor por ela é muito grande. Decidi continuar, mas com uma dor no coração, só quem foi traído sabe quanto doí, estava machucado, com medo. Ela me jurou muito que não aconteceria novamente. Eu avisei para ela, se acontecer novamente ou se ela gostasse de alguém mesmo se fosse por um seg se quer, ela me contaria daí eu terminaria com ela e tudo que a gente passou foi único.
Diferente do que aconteceu antes, que eu estava sempre do lado dela, para dividir a dor e o sofrimento que ela sentia pelo que eu tinha feito. Agora é eu que estou sofrendo para esquecer e superar isso. Mas ela não está comigo, ela começou a trabalhar (por um certo tempo) e todo o tempo que tínhamos junta se foi, de manhã ela vai p escola e de tarde vai trabalhar e só chega 01:01/01:30 da manhã. Agora só resta eu e minha mente falando merda para mim.
Eu e ela temos muito em comum, até cometemos os mesmos erros...
Poderem me chamar de corno, eu não ligo.
Com o meu coração em paz eu digo:
Eu acredito muito na gente.
Bye
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2019.08.01 07:56 Leitor-de-mente confusão de coração

Apesar de estar num recém inicio de namoro, me sinto abandonado, porém ressalto que minha companheira sofre com algumas questões psicossomáticas de ansiedade e depressão, e que toma doses altas de medicamentos ansiolíticos, por isso ultimamente ela tem ficado num estado meio inerte, o que influência totalmente nessa questão. Ela consegue seguir a vida, fazer as coisas e interagir com amigos e familiares, até mesmo um pouco comigo, mas menos do que costumava ser.. e estou me sentindo de escanteio num grande devaneio, não sei se aquela paixão sincera de início acabou, se o amor que ela sentia se foi assim tão rápido, nem o quanto os remédios e a condição dela ta influenciando na perspectiva dela de nossa relação.
Foda é, sou muito inseguro e não tenho nenhuma autoestima pra me botar na cabeça que mesmo ela estando longinquá, que ela ainda me ama. Sinto muita falta de um afeto maior, de receber um carinhosinho, de trocar umas palavras.. e como ninguém é de ferro, era eu quem estava mal hoje, deitado do lado dela no quarto, me sentindo sozinho e na bad.. e ela aparentava estar bem, geralmente ela avisa e se transfigura quanto fica zoada, mas ela tava com muito sono, e por isso resolver dar uma dormidinha, enquanto ela "cochilava" eu fiquei sofrendo e me remoendo quieto. Em algum momento entre um dos cochilos dela, sugeri pra gente sair e tomar algo, um sorvete, pra conversar e respirar, ela aceitou e disse que iria assim que acordasse... isso eram 4 da tarde, deixei a soneca rolar, tentei eu mesmo - o que só piorou minha situação e meu sentimento de angustia -, fiquei rolando na cama enquanto tentava acorda-la do jeito mais dócil possível, até resolver desistir da ideia de sair e só tentar me distrair até ela acordar... e em algum momento ela olhou pra mim, viu que eu estava mal e só me ofereceu um Floral pra me acalmar, que estava na minha casa , depois voltou a dormir... enfim deram 9 da noite e eu angustiado e chateado com a situação que estava piorando com o tempo, resolvi só que iria pra casa e disse que tava mal e magoado com a situação, perguntei se ela queria conversar ou só dormir, e ela ficou dormindo.. Agora estou sozinho, de madrugada, incerto do meu relacionamento, incerto e perdido de mim mesmo.
Sei que não é certo cobrar reciprocidade, que ela deve vir naturalmente... mas puta que pariu, eu já me revirei no final do semestre passado pra conseguir deixar ela bem, nunca me dediquei tanto pra outra pessoa dessa forma, tudo por amor e compaixão. Perdi dias de sono e até ganhei problemas com ansiedade... O pior é que mesmo com ela presente, mesmo que em meio de suas angustias, eu recebia uma atenção muito maior que essa de agora.
PS: Foi mal pelo texto confuso, é só um reflexo de dentro da minha alma
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2019.07.26 23:16 gabegabegabegabegab Joguei fora um relacionamento bom... sentia inveja e não conseguia superar esses pensamentos

Algumas pessoas estão perdidas. Nesse momento to sendo a pessoa perdida, ou sou, sempre fui, sei lá. Sou um completo avarento emocional, mt apegado a ideias e devaneios. Descobri a pouco tempo isso... ou pude nomear, vamos dizer.
Comecei um relacionamento a três meses atrás com um menino incrível, três anos mais novo. Eu 22, ele 19. O que nos uniu? Era ex do meu ex, mas ficaram pouco tempo juntos, e isso nem era assunto importante entre a gente. Ao longo do tempo, ele se mostrou uma pessoa perfeita aos meus olhos, mas eu quis negar isso a todo custo. Em meus devaneios, coloquei a carroça na frente dos bois, coloquei algumas certezas que eu tinha e que estava enfrentando quando nos conhecemos a frente das coisas boas que aconteciam no presente. Alimentei inveja pelas conquistas, pensamentos e jeito de ser dele. A todo instante juntos, por mais que estivéssemos nos conhecendo, eu estava inseguro, sem saber onde colocar as mãos quando juntos. Sabe como é? Um desconforto, um medo de me permitir. Com os dias passando, fiquei pensando (deixando só internamente) que aos 19 anos ele já era mais bem sucedido (em coisas idiotas) e bem mais maduro que eu, e isso me corroeu por dentro. Começamos muito intensos, e eu o pedi em namoro num passeio super incrível que fizemos.
Logo, cheio de devaneios, tentei fugir, tentei terminar sem argumentos cabíveis, tentei escapar da falta de controle que ele me causava. Tudo era bom, menos eu ali. Não tava suportando isso. Me comparava o tempo todo.
Diferente de como eu me sentia com outras pessoas, com ele eu me sentia frágil, menor. Até que um dia fui rude demais e no momento de me desculpar, me abri e falei algumas coisas. Nesse momento chorei, e não parei mais. Sentia a sensação de limpar uma represa interna. Ao mesmo tempo, envolto a uma ambivalência de sentimentos, eu admirava ele. Claro, a inveja só parte da admiração. Mas não foi isso, eu conseguia enxergar por cima desta barreira e meu consciente dizia que ele era especial, por ser alguém maravilhoso, disposto a felicidade, feliz, e querendo estar comigo. Eu sempre tentei dividir o que sentia, numa busca de que ele fosse ao menos parecido, que eu pudesse ter empatia e me sentir de novo no lugar confortável de quem ajuda, não de quem é ajudado. Minha insegurança é tão grande... E o pior: tivemos que terminar para eu ver... Então voltamos, porwue ele me convencia, e eu aceita porque achava que ia melhorar.
Então, após os dias de choro e deconforto, fui buscar ajuda em vídeos no youtube sobre emoções, bloqueios e tal. Fiz descobertas maravilhosas, e uma delas foi de que (posso ser) um avarento emocional: aquele que não aceita coisas boas, prazer, surpresas, ambiguidades e paradoxos da vida cotidiana. O avarento quer tudo pra si e remói a tristeza em seu mundo particular. Depois de umas semanas daquele período de descobertas intensas (lidando com memórias traumáticas sem acompanhamento psicológico, não façam!), eu voltei a me fechar e decidi, de uma hora pra outra, terminar. Aleguei não estar bem comigo mesmo: que não aguentava mais a pressão interna que eu colocava em ser "bom", que ele não era o que eu queria pra mim (mentira), que eu pensava o dia todo nele e não tava resolvendo minhas outras coisas. Quem termina por esses motivos um relacionamento bom, me diz? Agora que terminamos, eu não sei bem o que fazer. To desprotegido, criando na minha mente tantos "e se", mas também mais calmo do que antes. Ele gosta de mim, muito. Eu gosto dele, mas sou tão estúpido que não me permito largar todas as minhas memórias do passado, minhas certezas. Também acho que tudo precisa ser perfeito pra ser bom, sou metódico, e bem imaturo ao mesmo tempo. Tenho medo de estar com 22 assim e nunca mudar. Percebem? Eu falo muito de mim mesmo... uma merda. Eu realmente gosto muito dele, ele me fez acreditar que um relacionamento pode ser bom de verdade, me fez ressignificar um relacionamento, me mostrou o que é estar com uma pessoa nas horas boas e ruins, ser parceiro, em acreditar que um namoro é para as pessoas estarem melhores juntas do que separadas. Ele é foda. Um menino, cheio de sonhos, que apareceu na minha vida quando eu tava bem sozinho, que nunca me julgou, sempre me apoiou. Não estou exagerando, ele é assim mesmo. Eu capricorniano, ele geminiano. As vezes o amo em segredo, queria me permitir, mas não me acho bom, não acredito que amor é uma coisa pra mim. Penso em um dia quem sabe me resolver... Outras vezes queria ser ele, ter a vida dele. Sou triste, ele feliz. Por medo que tudo isso se tornasse doentio dentro da minha cabeça, resolvi afastá-lo num golpe de palavras terminadas em "não quero mais". Ele é maravilhoso, ficar junto e tudo mais, mas nunca consegui deixar de lado minhas questões de inferioridade e relaxar. Do lado dele, sei que gostou de mim, mas também não ficaria muito tempo com alguém que o inveje mais do que o ame, eu acho, pois acabo me privando de mostrar que gosto dele por pensamentos viciados. Ele não queria terminar. Como é difícil estar perdido, se sentir ruim e fazer escolhas ruins sempre. Fui péssimo... me arrependo, mas e se eu voltar, vou superar tudo e conseguir amá-lo sem amarras?
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2019.05.06 10:17 The-Old-Onee Meu primeiro relacionamento

A história do meu primeiro relacionamento foi algo que me marcou por um bom tempo. Até hoje, talvez.
Essa história pode não interessar muitas pessoas, mas aos que se interessarem, sejam bem vindos.
Tudo começou aos 6 anos de idade. Por isso, não esperem bastante maturidade vinda de mim. Na época em questão, eu havia acabado de me mudar com a minha família, e tinha entrado em uma escola pública. Foi nessa escola que encontrei a garota que viria a gostar.
Eu sempre vi muitas garotas bonitas em minha vida, mas nunca prestei muita atenção nelas, entretanto, algo me chamou atenção nessa garota. A propósito, pensei que poderia ser a sua beleza, mas isso não faria sentido por conta do fato anterior.
Sem nem mesmo conhecer um pingo de sua personalidade, eu acabei tendo a segunda paixão da minha vida, mais forte que a primeira.
Primeiramente, devo admitir que eu ficava muito sem jeito perto dela. Por isso, me impressionei comigo mesmo sobre como consegui pedir o seu telefone. As conversas eram inocentes, foçadas no meu herói de infância: Sonic.
Por favor, não ria.
Tive a sorte de descobrir que ela também era fã do Sonic, e isso unia as nossas conversas. Sem contar as minhas piadas sem-graça que sempre arrancavam um riso dela.
Depois de um tempo, as conversas terminaram. Não pude ligar para ela por um tempo, e logo perdi o seu número de telefone. Tímido, com vergonha de pedir novamente seu numero, aquela foi a última vez que eu conversei com ela no Ensino Fundamental.
Da segunda até a quarta série, eu estive gostando dela. Observando-a de canto, escrevendo seu nome em minhas coisas, imaginando um futuro promissor, até mesmo sendo motivado a ir para a escola simplesmente para ver o seu rosto. Uma criança apaixonada.
E com um óbvio mas bem escondido ciúmes quando rumores (falsos, no caso) de que ela namorava com o garoto mais inteligente da sala, começaram a surgir.
Eu, parabenizei ela por isso, mas amaldiçoei o garoto milhares de vezes, por dentro.
É uma das últimas vezes que lembro de ter dito algo para ela.
Quando passei para a quinta série, a escola escolheu uma nova escola da qual frequentaríamos, pois não tinha recursos para ter uma quinta série e além.
Fomos para a mesma escola.
Mas nada mudou, ficamos em salas diferentes. Nenhum dos meus amigos estavam ali, e para piorar, pelo meu jeito, passei a sofrer ofensas por outros colegas, das quais nunca me fizeram bem.
Ali, minha autoestima desmoronou completamente.
Eu sempre via ela algumas vezes, andando pelo pátio com os amigos, e talvez uma coisa que nunca cessou, foi minha paixão por ela.
Me lembro de um dia estar num evento de Festa Junina na escola. Cheguei cedo com a minha mãe, sentei em um banco no meio da praça, e ela sentou um pouco à frente. Queria falar com ela, mas nunca soube como começar.
Quando notei, ela se juntou com seus amigos, a conversa nunca aconteceu. Mas teria mudado algo afinal?
No meio daquele ano, eu me mudei mais uma vez. Dessa vez, fui para longe. Agradeci, nunca mais iria ver os retardados dos meus colegas, e como minhas notas eram baixas, não tinha o que perder.
Um dia, então, bem longe dela, passei a usar o Facebook. E por coincidência, encontrei o Facebook dela. Adicionei, e foi ali que a magia passou à acontecer.
Inicialmente, não me lembro de como ocorreu a primeira conversa, mas devo ter me apresentado, para ver se ela se lembraria de mim. Uma coisa que memorizo, entretanto, eram as sensações estranhas na minha barriga.
Eu devia ter o que? 9 ou 10 anos?
Fomos conversando, até chegar o dia da qual disse para ela como me sentia. Praticamente, disse que gostava dela. Nosso relacionamento nunca piorou, mas também não melhorou.
(Ps: uma das coisas que devo ressaltar, é que eu basicamente tinha medo da forma que ela reagiria. Por isso, nunca me declarei pessoalmente. Maldita covardia!)
Eu tentava sempre agir como um bom amigo. Tentava dar conselhos - me colocando no lugar dela - sempre tentava diverti-lá, no caso, sempre tentando encontrar um jeito de conquistar ela, até o dia que ela também passasse a gostar de mim.
Eu tentei ser o cara perfeito. Se eu consegui? Eu não faço a mínima ideia.
O tempo passou, e ela passou a ficar com outras pessoas. Quando ela ficava mal, eu sempre tentava animar ela. O ciúmes não era algo tão presente, pois no caso, eu só ficava interessado no bem-estar dela. Seus namorados eram um detalhe que eu procurava esquecer.
Enfim, um dia, o meu ciúmes me levou à entrar em discussão com um de seus amigos íntimos. Com esforço, eu consegui quebrar o relacionamento deles (isso soou tão mal).
A propósito, no início, ela falou que não terminaria com ele. Por isso, me senti inútil, e me afastei por um tempo. Bem decepcionado.
Quando voltei, ela havia me agradecido por ter ajudado a tirar o cara da vida dela. Nunca soube o porque, ela nunca me disse.
Enfim, nos reaproximamos, é nosso relacionamento evoluiu um pouco. Não tanto quanto eu gostaria.
Então, eu cometi um erro. Um grande, enorme, e fodido erro.
Basicamente, minha pessoa se cansou de ser o amigo consolador, e passou a ser mais impaciente com a situação. Então.. eu, com o meu jeito covarde de ser, chamei a própria pessoa que eu gostava, de oferecida.
O pior, foi em um post público. Com a clara intenção de humilhar.
Entramos obviamente em discussão, uma briga que nos afastou por um ano inteiro. Talvez, o melhor teria sido apenas conversar com ela e dizer o que sentia. Mas fui imaturo e inconsequente (sei que é praticamente a mesma coisa).
Depois que um ano se passou, eu tentei me reaproximar. Mas como dizem, um relacionamento é como uma folha de papel. As brigas amassam esse papel, e independente do que faça, ele nunca retornara ao que era antes.
Ela estava brava, brava com alguns amigos também, e eu acabei chegando nela situação. Basicamente, eu apenas tentei me desculpar.
Não me lembro, a propósito, se eu consegui. Mas depois de um tempo, acabei me afastando novamente.
Quando ganhei o meu primeiro celular, eu instalei o WhatsApp, e como não tinha muitos Contatos, pensei em adicionar algumas pessoas.
Eu já tinha ela como amiga, então pensei, porque não?
Aqui chegamos no terceiro e último arco dessa historia.
Pedi o seu número, e foi incrível como nossa relação prosseguiu x 0. Eu continuava sendo o mesmo amigo consolador, mas dessa vez, ainda mais apaixonado.
Consolei, ajudei, aconselhei, fiz tudo para ver ela feliz. Por mais que eu fosse um idiota completo, ainda tinha a felicidade dela como prioridade. Mesmo após anos.
Algo que devo citar, è ela dizer que na verdade sempre me amou, e na ocasião, namorou com outros caras simplesmente para me esquecer.
Eu não acho que precise afirmar que sempre estranhei aquela história, certo? Afinal, anos atrás, a mesma me trocou por outro cara.
Voltando ao assunto..
Foi então, que tendo ainda mais impaciência, eu falei o que queria falar há bastante tempo.
Por favor, porra, fica comigo?
(Ps: sim, foi virtual) (Ps2: não foi com essas palavras, obviamente) (Ps3: essa não è a sigla para PlayStation 3)
Ela aceitou, ótimo, não?
Os primeiros dias sendo seu namorado, mesmo que virtual, foram realmente maravilhosos. Acordar, e receber um bom-dia da pessoa que ama. Áudios, dizendo coisas carinhosas.. cada ação que te conquistava...
Os seis anos correndo atrás daquela garota valeram a pena naquele momento.
Obviamente, meu ciúmes aumentou. Quando ela falou que seu ex havia pedido uma foto dela para colocar como uma capa no perfil, eu não aguentei. Simplesmente dei um xilique.
O ciúmes realmente não è uma coisa saudável em situação alguma. Que sensação terrível..
Um mês depois, eu cometi outro grande erro.
Em um resumo, estávamos fazendo ciúmes um para o outro. Acontece que eu foi bem mais pesado, e não respondi ela por um tempo (1 hora).
Eu havia dito que estaria com outra garota, achei que a situação terminaria bem naquela noite. Vacilo meu.
Ela ficou completamente com ciúmes, não sei como a conversa seguiu, mas terminou com o fim do meu relacionamento com ela, e lágrimas silenciosas na noite.
Eu mesmo, terminei o relacionamento que demorei anos para construir.
Apesar de que o motivo do término foi outro. Basicamente, ela ainda gostava do ex, e eu, sabendo que não conseguiria dar para ela o que ela queria, libertei ela de mim.
Pode ter sido uma atitude meio corna. Mas sério? Eu nem sabia da existência dessa palavra.
Eu voltei a ser o amigo consolador. Mas agora, meu amor por ela começou a esfriar bem depressa.
Eu passei a evitar suas mensagens, responder apenas dias depois, fui me afastando sem notar.
Nesse tempo eu comecei a ficar mais quieto pessoalmente, motivos? Leia mais a frente.
Um dia, dando mais uma chance ao amor, eu tentei reatar com ela. Mas as palavras que me atingiram foram pior do que qualquer merda que eu possa imaginar.
“Eu te considero como um irmão”
Tipo... è sério isso?
Sim, è.
Como se eu sentisse que um buraco negro tivesse surgido no meu peito, um desespero tão grande, a sensação de rir de descrença enquanto chorava.
Era assim que as garotas dispensavam os caras agora?
Um simples não seria menos doloroso do que aquela resposta.
Eu sei que sou um completo babaca, fiz muita merda. Mas aquilo nunca tirou o meu direito de se sentir triste.
O resultado? Eu me afastei completamente dela.
O fim do meu relacionamento me trouxe uma resposta interessante: nada è como você pensa que vai ser.
Talvez, se essa história fosse um simulador de namoro, eu com certeza estaria vivendo o final ruim.
Se eu tivesse tido mais coragem no passado, e me declarado, talvez as coisas teriam sido diferente.
Quem sabe eu estivesse feliz hoje.
O foda disso tudo, foram os problemas familiares que por baixo sempre foderam com a minha mente.
Brigas o tempo todo, ameaça de divórcio, o xingamento pelos colegas, até mesmo ser traído pelo seu melhor amigo, essas coisas fodem com a cabeça de uma criança que nunca teve tantas dificuldades na vida.
(Apenas para avisar, éramos da classe baixa, graças ao meu pai, e ao meu bom Deus, conseguimos ir para a classe média. Mas desde lá de baixo eu já não sofria muito com isso)
Enfim, passaram-se os anos, ela começou a gostar de outras pessoas, e eu de outra pessoa. Um dia, entretanto, quando fui excluir meu facebook, eu encontrei nossas antigas conversas, que me acenderam uma pergunta:
Será que a culpa era minha?
De certa forma, sim. Minhas escolhas nos trouxe até aqui.
Por um bom tempo, eu vivi com aquilo na mente, até tomar coragem para enfim pedir desculpas.
Eu senti que precisava fazer aquilo para conseguir continuar vivendo em paz comigo mesmo.
Após anos, eu conversei com ela novamente. As respostas foram frias, diretas e mais cortantes do que Trimontina, mas eu aguentei.
A minha última conversa com ela, foi pedindo desculpa pelos meus erros. Se ela aceitou? Eu não sei.
Mas eu tentei. Mesmo que isso não viesse me trazer absolutamente nada de bom.
E esse è o final da minha história, sobre o final do meu primeiro relacionamento.
Aprendi com meus erros? Talvez, mas continuou um grande idiota que se esforça em aprender com as próprias merdas.
Mas agora digo isso para você, que está com vergonha de se declarar para seu amor secreto: simplesmente faça isso.
Se declarar pode ser algo difícil, pois você estará literalmente abrindo o seu coração sem a certeza de que será correspondido.
E quem saiba, esteja apenas se preocupando atoa, e tenha sim grandes chances,
Mas vai por mim.
Às vezes, è muito melhor receber um “não”, do que viver um futuro estruturado pela sua falta de coragem em dizer o que sente.
A vida è curta, mas o arrependimento è eterno. Por isso, apenas faça. Vá em frente, e se o garoto ou a garota apenas recusarem, não fique para baixo.
O mundo è feito de pessoas maravilhosas que podem te trazer a lua se você quiser. Basta você ter esperanças e nunca desistir do amor.
Enfim, aqui me despeço, e mais uma vez:
Não queiram viver o final ruim desse simulador de namoro que è a vida amorosa. Vá em frente, e corra atrás do que você quer.
Porque no final, aqueles que não desistem, sempre triunfam.
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2019.03.19 01:44 cacowxou Descobri que namoro uma mulher trans

Olá gente, é o seguinte: Namoro faz seis anos com essa pessoa que até setembro do ano passado, a conhecia como homem. Nós sempre fomos muito grudadas, sempre conversamos sobre tudo, porém, sempre notei algo de peculiar. Nosso namoro começou quando eu tinha 14 anos, quase 15, e ela 16. Foi um começo de namoro digno de filme hollywoodiano. Logo, ela foi estudar no mesmo colégio que eu, cursamos o 2 e 3 ano juntas. (Desculpe se eu errar pronome, ainda estou em fase de adaptação) Eu acabei me afastando de meus amigos, e ela dos dela, por questão de ciúmes e porque fazíamos tudo juntos, menos cagar. Eu tenho depressão desde os 11 anos de idade, ela não entendia o porquê. Com o passar do tempo, ela disse ter depressão também, porém no caso dela eu realmente não entendia o porquê, pois ao contrário do meu caso, que foi por motivos de um pai completamente abusivo, a família dela sempre foi muito boa, ela não passou por grandes perrengues na vida... Isso me deixou com a pulga atrás da orelha. Com o passar do tempo, percebia um jeito um tanto quanto feminino, não me importava pois eu gostava do jeito dela, mas ela era uma pessoa muito desengonçada e nunca se arrumava, usava roupas velhas, e coisas assim. Eu sempre fazia perguntas do tipo "você é gay? você é bi?" em busca de entender o que eu sentia que tinha de errado e ela não me contava. Nosso namoro nos 2 últimos anos foi da mal a pior, ela nunca se arrumava, usava roupas velhas mesmo eu dando inúmeras roupas de presente, só reclamava de dor ali e acolá, não preparava nenhuma atividade para fazermos final de semana, não me dava muita atenção e cada vez mais foi se enfiando na tela do celular. Eu fui perdendo o gosto pelo relacionamento, pelo sexo, pela companhia... Faz um ano em que ela entrou num grupo de D&D e está até criando seu próprio sistema com outros amigos, amigos esses que me aproximei, eu acho mó daora, porém, ela me afastou de tudo, arrumou amigos e eu fiquei sozinha nisso sabe? E eles se reúnem todo domingo. Nós praticamente só temos o sábado para fazer algo, e sempre que ela aparece eu fico triste, pois basicamente ficamos em casa, e ela o dia todo no celular respondendo esses amigos. Descobri que ela era trans em setembro de 2018, foi num momento na minha vida que finalmente estava conseguindo sair da depressão, depois de 9 anos nisso, eu tava muito bem, ela estava muito doente como sempre e fui ajudar a arrumar a casa dela e cuidar dela, quando chegou a noite, fui conversar pra tentar entender o que se passava com ela e me surgiu a ideia de perguntar se ela era trans, só foi algo que veio na mente mesmo. E ela me respondeu com um "talvez" querendo dizer sim só que sem querer dizer... E aí meu mundo caiu. Eu sou bi, e luto pelos direitos LGBTQ+, porém quando você enfrenta a situação na pele você percebe que não é tão fácil como parece. Eu chorei por mais de um mês, comecei uma terapia pois eu não sabia com quem falar sobre isso, ninguém entenderia. Estou num misto de insatisfação no relacionamento com um grande medo de quando ela começar a tomar os hormônios, fico muito feliz por ela estar encontrando seu lugar no mundo, mas está sendo muito difícil passar por isso, me sinto numa espécie de luto, tudo aquilo que eu imaginei um dia ou conheci está mudando, e ninguém nos ensina a passar por uma coisa assim. Ela não tem dinheiro pra nada, a mãe é irresponsável, e por muito tempo eu paguei as coisas para ela pois não queria que ela deixasse de ir aos poucos lugares que íamos por ela não poder pagar. Eu cobro atenção dela, cobro que ela faça alguma coisa, pois apesar de eu a amar muito, é muito peso pra uma pessoa só. Um dia eu me abri na frente de 2 amigos dela que sabem que ela é trans sobre o quanto eu estou sofrendo no momento, pois além disso tudo, estou passando por um período muito turbulento em que meu pai e minha mãe estão se separando e meu pai está ameaçando minha mãe de morte e etc. Esse amigo me falou "talvez eu seja grosso no que eu irei te falar, mas o foco agora é sua namorada" como quem diz que eu não tenho direito de sofrer. Eu quase me matei faz 2 semanas.
Resumindo: Namoro a 6 anos, o namoro tá uma bosta faz 2. Em setembro descobri a transsexualidade da minha namorada (M>F), juntou com minha depressão e o abuso psicólogico que estou sofrendo, não aguentei. Não sou uma pessoa transfóbica, só não estou sabendo lidar com o luto que sinto. Me sinto muito só, sem amigos para conversar sobre as coisas que estou passando e minha namorada está muito sensível a tudo e muito distante de mim. O que eu faço?
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2019.01.29 22:38 guizocaa Gostaria de contar pra vocês a história do meu último namoro

Tudo começa em uma sexta em que eu combinei com um amigo da faculdade (ambos formados já) para fazer alguma coisa. Ele me diz que uns amigos dele haviam o chamado para fazer algo também se eu não gostaria de me juntar a eles. Na verdade eu não queria. Estava prestes a inventar uma desculpa pra não ir, mas acabei mudando de ideia por estar entediado em casa.
Chego lá antes e o encontro. Depois chega um outro amigo dele e, mais tarde, duas amigas. São duas irmãs. Ficam dois núcleos de conversa: o primeiro entre mim, meu amigo e a Rafa e o outro entre a irmã dela e a irmã. Eu a achei muito mala, além de que tivemos umas discussões mais incisivas para pessoas que haviam acabado de se conhecer.
Gostei dela.
Depois esse meu amigo me diz que elas gostavam de board games, então combinamos um tempo depois de jogar Catan na casa dele. Também me falou que elas são da igreja dele (Presbiteriana) e também moram no mesmo condomínio. No fim da noite da jogatina tive a oportunidade de pegar o whatsapp dela. A parte mais interessante é que elas tinham que ir embora porque era meia-noite, uma regra dos pais. O mais interessante ainda é que uma tem 31 anos e a outra 30.
Começo a falar com a Rafa e a chamo para sair. Recebo um belo 'não'. Ela diz que prefere ficar solteira e que eu não seria alguém que os pais dela aprovaria (Isso em junho do ano passado).
O ponto é que eu tenho 27 anos e fui criado em uma igreja Presbiteriana Independente, mas havia deixado de frequentar há muito tempo por algumas razões, sendo a principal dela a pouca fé (ou alguma fé).
Ao invés de seguir o jogo, ela demonstrou interesse na minha amizade e continuávamos nos falando constantemente. Ficamos bastante amigos.
Outro ponto relevante de levantar é que sou uma pessoa desleixada e preguiçosa e estava em um período ocioso, além de fora de forma. Apesar de formado em direito, eu nunca fui exercer porque no fim do curso eu já odiava e trabalhava na empresa do meu pai e do meu irmão de semijoias que ainda era nova (ainda é, mas crescemos bem).
Meu interesse por ela me incentivou a levar as coisas mais a sério. Voltei a treinar jiu jitsu, boxe e tomar um rumo da vida de vez. E fui crescendo enquanto ela foi se interessando mais por mim aos poucos. Mas a gente 'brigava' porque eu sempre queria mais que amizade e ela batia na tecla de ser solteira e dos pais e, quanto mais o tempo passava, mais os pais que eram citados mesmo. Já teve várias complicações no passado por namorados desaprovados.
Esse meu amigo vivia me chamando pra voltar pra igreja e acabei aceitando, sendo que ela também foi um incentivo. Acabei me dando bem por lá e isso me deixou feliz.
Teve o aniversário dela no fim de agosto e depois fomos para minha casa passar um tempo com uns amigos juntos. Entreguei o presente dela e foi a situação perfeita para o primeiro beijo nosso, mas acabou não rolando.
Na semana seguinte, combinei com o outro amigo que também conheci naquela sexta para ir ao culto de jovens no sábado. Duas horas antes ele disse que não podia ir. Comentei com ela que iria sozinho e ela acabou dizendo que ia comigo. Depois fomos comer comida japonesa (ela ama) e ali nos beijamos pela primeira vez .
Mas é claro que ainda tinha um problema: os pais. Na verdade, quando eu digo pais significa a mãe. O pai dela é meio indiferente, pois ele se importa mais em não ser incomodado. Aliás, ele é um pastor pentecostal. A mãe frequenta a Universal, é uma pessoa extremamente desequilibrada (óbvio que partindo de mim é uma posição bastante enviesada). Ultra controladora e briguenta. Os pontos que a Rafa citava que faria a mãe ser contra: eu não ter maturidade espiritual, a diferença de idade e a questão profissional, considerando que eu ainda estava retomando meu rumo.
Combinamos em uma segunda de eu ir jantar na casa dela e fui apresentado como um amigo que estava querendo a conhecer (mancada nossa ter mentido) e ela percebeu que já éramos mais que amigos, então as duas brigaram depois que fui embora (ainda dei um chocolate para a mulher).
Nós discutimos a situação e decidimos que tentaríamos ficar juntos. No domingo dia 23 de setembro, eu finalmente a pedi em namoro. Até comprei uma bonita aliança.
Como a mãe era contra, para fazer a Rafaela terminar comigo ela a proibiu de usar a máquina de lavar roupa da casa e as panelas, forçando-a a lavar nas mãos suas roupas e ter que se virar pra fazer comida.
Isso me fez pensar em terminar com ela, porque não queria que ela passasse por isso por minha causa. No sábado seguinte nós fomos ao shopping e depois comer comida japonesa no mesmo lugar.
Naquela semana, recebo mensagem no whatsapp do Pastor Joézer, que era da igreja em que eu fui criado. Óbvio que fiquei surpreso, mas sabia de alguma forma que a mãe tinha algo a ver com isso. Ele pergunta se pode me ligar, o que me estranhar mais ainda. Pois bem, ela achou o número dele e começou a falar de mim e que era contra o namoro, gritava no telefone. Não sei ao certo que ela queria com isso, se esperava descobrir algo ruim sobre mim. Ele só falou bem de mim e avisou que o comportamento dela era de alguém com uma patologia mesmo. Era uma pessoa doente.
No domingo, chamei-a para almoçar com minha família e ela aceitou. Chegando na escola dominical de manhã, ela me mandou uma mensagem dizendo que não ia poder ir mais. Sim, ela terminou comigo naquele dia. A pressão da mãe funcionou (ela ameaçou contar para os pastores da igreja coisas sobre os namoros passados dela).
Nunca senti tanto ódio na minha vida quanto eu senti por essa mulher. Duas semanas depois, por sentir muita falta um do outro, decidimos nos encontrar. Passamos uma tarde juntos e eu tinha um casamento de um amigo que não deu pra ela ir (ela é engenheira civil e dá aula à noite). Nós discutimos se voltaríamos ou não o namoro. Naquele sábado, combinamos de jogar Catan na casa daquele meu primeiro amigo e tenho a péssima ideia de nos encontrarmos uma hora antes pra passarmos um tempo juntos. Eu a encontro em uma rua perpendicular à rua do meu amigo que tem uma mesa e banquinho. Ela está muito tensa porque percebeu que a mãe suspeita de algo. Nós discutimos mas logo nos entendemos. Tempo depois, surge o carro da irmã na rua e a mãe no banco de passageiro. Ficamos nos encarando por segundos que pareciam horas. Ela manda a Rafa entrar no carro e começa a discutir comigo, dizendo que eu tornei a filha dela uma pessoa rebelde, que ela era obediente e que foi o diabo que me colocou na vida da filha dela. Logo gritava "PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA! PRESBITERIANO INDEPENDENTE NÃO ENTRA NA MINHA CASA!" (já entro no ponto do motivo).
Depois daquele dia (foi um sábado acho que 13 de outubro), ela foi proibida de falar comigo ou seria expulsa de casa. No dia seguinte, a mãe tomou o celular dela e só devolveu na segunda porque ela usa pra trabalho.
Depois disso, foram tempos estranhos. Principalmente por frequentarmos a mesma igreja, termos os mesmos amigos lá e moramos 7min um do outro. E a irmã dela fica de olho se ela não fala comigo, além de me odiar por causas das brigas que aconteceram na casa em função do nosso namoro.
É uma situação muito estranha, ainda mais porque eu amava ela (ainda amo).
Existem muitas situações e detalhes que deixei de fora por questão de exposição e que este texto já ficou muito grande.
Ah, sobre os presbiterianos independente. Há uns 30 anos, o marido dela era pastor de uma presbiteriana independente. Ele passou para uma linha mais pentecostal e começou a pregar por lá questões que saiam da doutrina presbiteriana e isso dividiu a igreja. Inevitavelmente, ele foi convidado a se retirar. O ponto é que ele vivia na casa pastoral e, como não era mais pastor, teve que se retirar de lá também, mesmo tendo duas filhas pequenas (a rafa tinha um pouco mais de um ano e a outra era bebê). Isso criou um trauma neles que nunca se recuperaram. E onde que eu entro nessa história? Bom, havia várias pessoas da família do meu pai que frequentavam aquela igreja, sendo que um tio do meu pai era presbítero (pra quem não sabe, pense no presbítero como o poder legislativo da igreja e que o pai da rafa sofreu um impeachmeant). Esse tio é um baita traste, por sinal. Eu imagino o impacto que teve pra mãe da Rafa quando soube meu sobrenome.
Outro ponto que odeio é o fato de que ainda tinha que ouvir a música "dona Maria deixa eu namorar a sua filha..." (sim, a mãe tem Maria no primeiro nome).
Bom, quem sabe no dia em que ela se mudar. Por ora, não fazemos parte da vida um do outro. Ela sempre fica tensa quando me encontra por medo da irmã achar que está rolando algo. Domingo passado mesmo ela me cumprimentou e correu. É bem ruim achar que encontrou a pessoa que vai querer passar sua vida junto e esse tipo de coisa acontecer.
O certo era eu revisar esse texto mas cansei já.
Respondo (quase) qualquer pergunta sobre isso.
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