Dating-meu-filha

Seja na internet, na família, no trabalho, estamos sempre recebendo notícias. Pensando nisso, decidi preparar um artigo com frases de notícias em inglês.

quando eu sai com a nice girl mais nice girl da face da terra

2020.06.13 21:34 almeida_ga quando eu sai com a nice girl mais nice girl da face da terra

Oi lubisco, editores, possível convidado e turma que está a ver.
Vou contar minha história aqui e espero que vocês curtam porque eu não curti foi nada.
Tudo começou quando eu tava fazendo um intercâmbio na Irlanda em 2014. Eu tinha 17 anos e claro tava super animado com a ideia de estar sozinho em outro país, podendo sair sozinho, conhecer pessoas novas. Foi nesse contexto que eu resolvi baixar o tinder pra ver se eu conhecia alguém legal. Dei match com uma irlandesa, a Carls. Começamos a conversar e depois de uns 2 dias nos falando resolvemos marcar de sair. Ela sugeriu um parque de diversão que segundo ela, era na cidade e eu aceitei, até porque eu tinha acabado de chegar lá, queria mais era conhecer tudo.
Chegado o dia eu encontrei ela e fomos pegar o transporte pra ir pro parque, mas ao invés de pegarmos o transporte que se desloca pela própria cidade, tivemos que pegar o trem interurbano porque aparentemente o parque não era na cidade. Já fiquei com o pé atrás com ela mas pensei que talvez ela pudesse ter se enganado, mesmo que na hora eu tivesse ficado preocupado de ter que sair da cidade sendo que eu não conhecia absolutamente nada da região. Mas a história piora.
No trem indo pro parque, ela do nada tira 3 garrafas de vodka daquelas de 350 ml do bolso e começa a beber junto com mais 2 amigas que estavam com ela, eu achei estranho porque era tipo 3 horas da tarde de um dia comum durante a semana, mas tudo bem, nem julguei porque cada um bebe quando quer, isso não me incomoda. O problema é que agora a história começa a ficar estranha.
Chegando no parque ela por algum motivo achou que era uma boa ideia dar as bebidas pra eu entrar e passar pela segurança já que eu estava com um "casaco maior". Eu gado d+ aceitei, coloquei as garrafas no meu bolso. Eu sabia que isso poderia dar uma merda BEM grande pra mim, mas mesmo assim acabei fazendo. Isso é crime no Brasil também, mas lá a merda teria sido bem maior e muitas pessoas me disseram que eu poderia ser deportado por isso. Não sei se foi exagero dessas pessoas, mas enfim.
Passado o susto, nós entramos no parque, fomos em alguns brinquedos e eu tava percebendo que ela fazia vários comentários maldosos sobre as pessoas que estavam lá, comentários que em certos momentos passaram a ser também racistas e homofóbicos. Eu já comecei a ficar extremamente incomodado mas eu tive que ficar na minha porque eu não fazia a menor ideia de como voltar pra cidade.
Passou um casal de indianos e ela já lançou vários comentários maldosos, até que em certo momento ela simplesmente tirou o celular do bolso e começou a filmar o rosto do indiano que tava ali se divertindo com a familia. Enquanto filmava ela debochava dele de uma maneira que juro, eu nunca vi isso, o cara tava completamente constrangido e abalado na frente da filha e da mulher e as pessoas começaram a reparar que tinha algo errado ali.
Nisso eu já tava querendo sumir e tava pensando "puta que pariu como foi que eu me meti nessa????". Consegui convencer ela e os amigos de que era melhor a gente ir embora. No trem de volta pra cidade ela matou sozinha o resto da vodka que ainda tinha e continuou fazendo comentários racistas, zuando as pessoas que passavam na nossa frente no trem.
Chegando na cidade eu tava aliviado e me despedi, foi quando ela soltou um "me liga" e eu fiquei "kkkkkkk vo ver e te aviso". Essa menina chegou a me mandar mensagem de novo depois mas 0 chances de manter contato com uma pessoa dessa. E essa é a história de quando eu tive o pior date da minha vida.
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2019.12.12 20:50 Demetriostone I'm an asshole (eu sou um babaca) lubatv

Olá meu nome e Demetrios e eu estraguei um relacionamento com uma colega de classe agente não se fala muito,eu era apaixonado por ela,ela era a 10/10 da sala o nome dela era Jéssica,estava rolando o carnaval da nossa escola tinha tinha caminhão pipa, brinquedos e brincadeiras,nesse dia eu não sei se ela tinha ido na casa do namorado 😏(assistir Netflix),a mãe dela que tava com o telefone dela mandou mensagem no grupo perguntando onde a filha estava,eu como um bom idiota não sabendo que a mãe dela era aquele tipo de mãe que não quer que a filha namore é que ela se dedique aos estudos em vez de namorar (provavelmente ela achava que o namoro iria estragar a vida dela),a mãe soube disso por mim pelo grupo da escola,todo mundo me acharam que eu fui um babaca e o relacionamento dela acabou por minha causa obs: Jéssica se você estiver. Vendo isso desculpa por ter sido um péssimo colega de classe é acabar um relacionamento por "ciúmes".
Text in english:Hello my name is Demetrios and I messed up a relationship with an agent classmate not talking much, I was in love with her, she was 10/10 from the room her name was Jessica, was rolling the carnival of our school had a kite truck, toys and games, that day I don't know if she had gone to her boyfriend's house assistir (watch Netflix), her mother who had her phone texted the group asking where her daughter was, I eat a good idiot not knowing her mother was that kind of mother who doesn't want her daughter to date is for her to go to school instead of dating (she probably thought dating would ruin her life), mom knew that everybody thought I was a jerk and her relationship ended up because of me Note: She was dating a cute girl / Jessica if you are. Seeing this sorry for being a lousy classmate is ending a relationship out of "jealousy". This text was translated into Google translator sorry for the errors I am Brazilian.
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2019.07.30 14:44 gabpac Tocando Govinda em Hebraico [A segunda impressão é a que toca]

Esse negócio de primeira impressão não ocupava demais a cabeça de Gili. Era uma daquelas opiniões, daquelas coisas tão à flor da pele que ele preferia ignorar, e nunca levava muito à sério quando conhecia alguém. Era também por isso que ele detestava blind dates.
Vou coisíssima nenhuma!
Não foi, é claro, o que o Gili disse, mas foi o que teve vontade de dizer para o Sussia, que fumava sentado na única mesa do quiosque. Contido, no fim só respondeu:
- Pode ser.
Pois a primeira impressão que Gili passava era intimidante. Tinha trinta e oito anos, um metro e noventa e cento e quarenta quilos. Era quase completamente careca, o resto do cabelo, raspado. Mas tinha olhos azuis calmos, serenos, um rosto agradável, e uma boca sem lábios que davam a sensação de estarem sempre tentando segurar um sorriso irônico. Era o dono de um quiosque na rua Bograshov, em Tel-Aviv, a uma quadra da praia. Ali trabalhava seis vezes por semana já há onze anos. Morava perto, a duas quadras dali, num apartamento de quarto e sala onde guardava suas guitarras e que dividia com seu vira-latas que ia com ele para todo lado. Gili ia deslizando com seu skate long-board pelas ciclovias de Tel-Aviv, e Muttley, arrastando sua língua pendurada no lado da boca, correndo contente ao lado dele.
O Sussia era um velho marrom, curvado, de nariz bulboso numa cara chupada. Aparecia no quiosque todas as manhãs para tomar café turco, fumar um ou dois cigarros, preencher um cartão da loto e contar intermináveis histórias que não tinham nem começo e nem fim.
Teve uma manhã dessas que Sussia veio falando de uma moça. Ela, que já andava cansada de estar solteira, reclamava que os homens de verdade nunca cruzavam com ela pelas vielas da vida. Pois eu sei de um homem de verdade! Sussia disse para a filha da amiga.
- E daí eu dei teu telefone para ela.
Gili não teve nenhuma reação perceptível quando o Sussia disse aquilo. Seguiu repondo o estoque de cigarros com seus enormes braços, cobertos de tatuagem, sem pressa de dizer nada. Só quando terminou de esvaziar seu último caixote é que respondeu à pergunta que nunca foi feita.
- Pode ser.
- É boa moça, Gili. Você já está solteiro há quanto? Dois? Três anos? No meu tempo eu não ficava sozinho nem por uma semana. Nada disso, habibi! Eu saia por Holon, Bat-Yam, às vezes Yaffo e Tel-Aviv. E nem era como é hoje, que, bem... as moças na minha época… Era complicado. Eu não consigo entender como é que você fica assim, sozinho. Cada moça bonita que passa por aqui, todos os dias, o dia inteiro. Vão e vêm da praia. Se eu fosse jovem… É… Bem, a Ayelet é uma moça muito boa. Eu acho que você vai gostar dela. Quem sabe se você se vestisse melhor? Ao invés de usar essas camisetas largas, esse tênis velho, todos os dias. Você não morre de calor? Eu ia morrer de calor com essa calça pesada. Bem, está na minha hora. Melhor eu ir indo.
Sussia se levantou da cadeira de plástico, foi até o caixa levando o copinho cheio de borra de café no fundo e a cartela da loto preenchida para pagar.
- Dez shekalim. - Disse Gili.
Sussia enfiou os dedos magros no bolso da calça frouxa e tirou dali uma moeda. Enquanto fazia isso, disse, equilibrando o cigarro na boca:
- Se ela te mandar uma mensagem, você responda, viu?
- Pode ser.
- Yalla! Tenha um bom dia!
- Você também, Moshe.
Moshe Sussia, antes de ir embora, ainda acendeu o cigarro na frente do quiosque, ao lado do estande de revistas. Gili botou o copo sujo numa pilha debaixo do caixa e seguiu seu trabalho.
Muttley ia com o dono também para o trabalho e, de manhã cedo, ao chegar, se enroscava na calçada, na frente do quiosque. O calorão vinha logo e aí ele se refugiava do lado de dentro, atrás do balcão apertado para aproveitar o ar-condicionado forte.
Ao longo da manhã Gili manteve a cabeça ocupada com o movimento no quiosque. Começava bem cedo de manhã com os habituais do bairro e passava aos poucos a ser ocupado pelos transeuntes acidentais que iam aparecendo mais tarde. Tinha gente que ia a caminho da praia que preferia comprar sua bebida ali; mais barata e mais gelada. Gente que estacionava na esquina e vinha comprar um cigarro, rapidinho. Algum distraído que deixou o leite acabar e precisava de uma caixa com urgência. Crianças comprando picolé, o avô comprando jornal. Apareceu um rapaz nervoso que pediu um espresso e sentou-se ali a ler um jornal para fazer hora e se foi. Uma senhora que morava no edifício acima tinha um molho de chaves reserva guardado com Gili. Ela pareceu ali pedindo as chaves, desculpou-se pela trapalhada, comprou sua revista mensal e voltou a seus afazeres depois de reclamar de novo do calor.
Pouco mais tarde apareceu o Tomer, rapaz que trabalhava com ele meio expediente, aliviando nos horários de pico e nos finais de semana. E com Tomer veio a calma que permitiu Gili ir almoçar e tomar um café.
Próximo do fim do dia, quando Gili já estava se preparando para ir para casa, uma mensagem no seu telefone pisca.
Oi, tudo bem? Meu nome é Ayelet. Moshe me deu teu telefone. Eu prometi que ia mandar uma mensagem para você. Você está livre amanhã? Sete e meia, pode ser?
Gili ficou olhando para o telefone largado em cima do balcão enquanto embalava um isqueiro, um pacote de tabaco e seda para enrolar cigarro dentro de uma sacola plástica. Não largou o olho do aparelho enquanto pegava o dinheiro do cliente e lhe dava a sacola com seus apetrechos. Só parou de olhar quando a tela se apagou sozinha. Assim, era como se a mensagem nunca tivesse sido mandada, e ele não precisaria lidar com o seu conteúdo. Pelo menos até abrir o telefone de novo.
Gili organizou suas coisas, pegou sua mochila, botou Muttley numa coleira, buscou seu skate nos fundos do quiosque, despediu-se de Tomer e foi para sua casa. Era fim de tarde e a rua Bograshov ainda estava cheia. O sol, ainda quente, estava próximo a se deitar por detrás do Mediterrâneo. Ele rolava com o skate por entre os transeuntes, sem pressa, para virar logo ali na Shalom Aleichem, onde era seu apartamento. Aproveitou que Muttley parou para cheirar um outro cachorro na esquina e parou junto. Tirou o telefone do bolso e respondeu a mensagem.
Pode ser.
Incluiu o nome de um café-restaurante ali perto e desligou a tela antes de ver se tinha resposta.
Deu um empurrão com o pé e tomou velocidade, no meio da rua de mão única, até chegar onde morava.
No dia seguinte, cedo de manhã, Sussia veio ao quiosque. Fumou seu cigarro, tomou seu café turco, preencheu sua cartela de loto e contou suas intermináveis histórias, sem começo e sem fim. Enquanto isso Gili conferia que Tomer havia fechado o caixa corretamente no dia anterior, tomava seu café (espresso, sem açúcar) e comia o sanduíche de omelete e queijo que fizera em casa.
Sussia não mencionou Ayelet. Gili sentiu, simultaneamente, uma leve irritação, afinal Sussia lhe devia essa pequena atenção, e também um profundo alívio, pois não queria compartilhar com ninguém, menos ainda com Sussia, a mornidão do seu interesse no problema.
Mais ou menos neste espírito passou o dia; entre a negação de que tinha uma certa expectativa, talvez até uma ansiedade, e entre a legítima calma que a certeza de que o encontro não seria nada demais lhe trazia.
Seis e meia largou o quiosque nas mãos de Tomer, levando a mochila, o skate e o Muttley para casa.
Do encontro não esperava nada, ou para ser mais preciso, esperava apenas uma moderada chateação. Mas tomou banho e arrumou-se para o show em que iria tocar com sua banda à noite num lugar ali perto. Calculou que, fosse como fosse, provavelmente não ia ter tempo para se arrumar direito entre sair do encontro com Ayelet e ir para a casa de shows. A guitarra já estaria lá esperando por ele, preparada pelo engenheiro de som.
Saiu de casa, montou no skate e subiu a Bograshov quase até o teatro Habima com potentes patadas no asfalto. Estava adiantado. Sentou-se no restaurante, pediu uma cerveja e esperou Ayelet chegar.
Aos quarenta e dois anos, Ayelet parecia bem mais nova. O pequeno tamanho ajudava a dar essa impressão. Tinha um andar leve e gracioso que não denunciava já ter carregado duas crianças no ventre, e nem que ainda as carregava nas costas de vez em quando.
Não era muito bonita. Já se achou mais feia na vida, mas naquele fim de tarde gostaria de ter tido mais tempo e mais cuidado em se arrumar para sair. A idade lhe deu um pouco mais de carne para seu rosto magro. Seus olhos castanhos hoje não lhe pareciam mais tão pesados, ou tímidos. O que tinha perdido de frescor, ganhou em calma indiferença e um certo atrevimento.
Moshe Sussia estava visitando a sua mãe numa tarde quando ela estava lá buscando as crianças. Puxou assunto; ou melhor, extendeu seu interminável assunto para incluir a situação marital dela.
- Sozinha, Moshe.
- Mas uma moça bonita como você, Ayelet? Não é possível.
- Nem mais tão moça, nem assim de bonita. Me falta tempo, Moshe. Eu não vou investir o pouco que me resta para descanso em encontros com homens que querem uma mãe, e não uma parceira.
- Sabe o que? Eu conheço um rapaz que eu acho que você vai gostar.
E Ayelet só aceitou anotar o telefone para evitar uma desfeita com o velho Moshe e, mais importante, para poder mudar de assunto. E como sabia que Moshe ia cobrar de sua mãe e sua mãe ia cobrar dela, mandou uma mensagem logo no dia seguinte para se livrar do assunto.
Na tarde em que ia encontrar Gili, desceu do ônibus sentindo uma vaga curiosidade. Uma ligeira paz de quem não tinha expectativa nenhuma. Sem expectativas, não esperava qualquer decepção. Não é que tivesse saido de cassa empurrada, ou que tivesse sido obrigada a ir. Ela racionalizava que baixas expectativas significava, também, que poderia tirar proveito do que viesse. Fosse como fosse, dar um pulo no centro de Tel-Aviv e comer num bom restaurante não iam ser uma tortura. Ayelet ainda aproveitou que já tinha depositado as crianças com o pai delas para combinar com uma amiga e se encontrar com ela depois da janta. Estava, assim, satisfeita de ter uma noite um pouco diferente.
Encontrou o restaurante e logo a sua companhia. Ele se levantou para cumprimentá-la.
Ele era um gigante e ela deu um quase imperceptível passo para trás. Apresentaram-se. Ele às parecia mais velho do que os trinta e oito anos que disse que tinha. Depois, mudava de expressão e parecia muito mais novo. Manuseava os talheres com insuspeita delicadeza para braços tão maciços. Era gentil, paciente, seco e silencioso. Quase não falava.
Sentiu-se ansiosa e um pouco culpada de não conseguir sentir nenhuma atração. Nada. O rapaz não era feio, e também não era bonito. Tinha os olhos luminosos, risonhos, mas ele quase não sorria. Seu tamanho a inibia, mas as tatuagens a assustavam. Em um braço havia uma coleção de símbolos hindus, deuses com mais de um par de braços, delicadas teias tribais de várias cores, de alto a baixo, até os dedos. Em um outro braço haviam flores, animais estilizados e várias frases em algum caractere que parecia sânscrito. Gili não a faria olhar duas vezes em qualquer outra circunstância, a não ser pela sua inevitável figura imponente. Ayelet queria se achar uma pessoa mais descolada e sem preconceitos, e daí a ponta de culpa. Não sentia repulsa, mas não conseguia cruzar a barreira da primeira impressão.
Gili achou Ayelet bonita, mas desinteressante. Ela pediu salmão assado e arroz branco. O prato mais sem graça de todo o cardápio. Podia ter escolhido uma salada só de alface e seria provavelmente mais saboroso e certamente teria mais caráter. Gili sentia uma certa relutância, um comedimento sutil vindo dela. Ayelet não o olhava nos olhos e parecia pouco à vontade na sua cadeira. Quase não falava e Gili, naturalmente quieto e reservado, não conseguia puxar assunto. Mas isso não não chegou a fazer ele se sentir incomodado, rejeitado, nem sequer aborrecido. Surfava na onda da segunda cerveja, aproveitava o princípio de noite quente para relaxar, ver as pessoas que entravam e saíam do restaurante. Talvez confessasse, se fosse interrogado, que na verdade não se esforçou terrivelmente para ser o parceiro ideal.
Despediram-se com a falta de cerimônia dos que sabem que nunca mais vão se ver na vida.
Mas estavam errados. Vinte minutos depois a amiga da Ayelet a levou para ouvir uma banda psicodélica tocar num bar da Dizengoff, e a surpresa dela não foi a de ver sua companhia de jantar ali em cima do palco tocando guitarra, mas sin de ver nele um cara completamente diferente. A banda abriu o show tocando Govinda do Kula Shaker. Gili solava na sua guitarra e a fazia soar como uma moça indiana cantando em sânscrito, enquanto o vocalista misturava letras em hebraico do Shalom Hanoch com inglês do Bob Dylan. E a camiseta preta sem marcas, e a calça cheia de metais que Gili usava fizeram sentido. Até as tatuagens dele faziam sentido agora, vindas dos ombros e cruzando o braço todo para descer dos dedos e formar as cordas da guitarra e tocar música. A esfinge que ela não decifrou na mesa do restaurante era agora clara, um rosto aberto e franco, tão envolvido com o som que se criava que parecia ausente, numa expressão de exultação pacífica que ela tinha achado antes que era indiferença. Gili rodopiava e largava cada virada de acorde com um amplo movimento do braço que fazia parecer que a delicadeza com que usava as mãos era só um ensaio para uma agilidade insuspeita num corpanzil como o seu.
Ayelet, pasma, passou o começo do show tentando entender onde estava esse homem meia hora atrás, e decidiu que queria um date com esse cara daí, assim que acabasse o show.
https://medium.com/@gabpac/tocando-govinda-em-hebraico-ae180da87c5a
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2019.07.30 14:35 gabpac Tocando Govinda em Hebraico [A segunda impressão é a que toca]

Esse negócio de primeira impressão não ocupava demais a cabeça de Gili. Era uma daquelas opiniões, daquelas coisas tão à flor da pele que ele preferia ignorar, e nunca levava muito à sério quando conhecia alguém. Era também por isso que ele detestava blind dates.
Vou coisíssima nenhuma!
Não foi, é claro, o que o Gili disse, mas foi o que teve vontade de dizer para o Sussia, que fumava sentado na única mesa do quiosque. Contido, no fim só respondeu:
- Pode ser.
Pois a primeira impressão que Gili passava era intimidante. Tinha trinta e oito anos, um metro e noventa e cento e quarenta quilos. Era quase completamente careca, o resto do cabelo, raspado. Mas tinha olhos azuis calmos, serenos, um rosto agradável, e uma boca sem lábios que davam a sensação de estarem sempre tentando segurar um sorriso irônico. Era o dono de um quiosque na rua Bograshov, em Tel-Aviv, a uma quadra da praia. Ali trabalhava seis vezes por semana já há onze anos. Morava perto, a duas quadras dali, num apartamento de quarto e sala onde guardava suas guitarras e que dividia com seu vira-latas que ia com ele para todo lado. Gili ia deslizando com seu skate long-board pelas ciclovias de Tel-Aviv, e Muttley, arrastando sua língua pendurada no lado da boca, correndo contente ao lado dele.
O Sussia era um velho marrom, curvado, de nariz bulboso numa cara chupada. Aparecia no quiosque todas as manhãs para tomar café turco, fumar um ou dois cigarros, preencher um cartão da loto e contar intermináveis histórias que não tinham nem começo e nem fim.
Teve uma manhã dessas que Sussia veio falando de uma moça. Ela, que já andava cansada de estar solteira, reclamava que os homens de verdade nunca cruzavam com ela pelas vielas da vida. Pois eu sei de um homem de verdade! Sussia disse para a filha da amiga.
- E daí eu dei teu telefone para ela.
Gili não teve nenhuma reação perceptível quando o Sussia disse aquilo. Seguiu repondo o estoque de cigarros com seus enormes braços, cobertos de tatuagem, sem pressa de dizer nada. Só quando terminou de esvaziar seu último caixote é que respondeu à pergunta que nunca foi feita.
- Pode ser.
- É boa moça, Gili. Você já está solteiro há quanto? Dois? Três anos? No meu tempo eu não ficava sozinho nem por uma semana. Nada disso, habibi! Eu saia por Holon, Bat-Yam, às vezes Yaffo e Tel-Aviv. E nem era como é hoje, que, bem... as moças na minha época… Era complicado. Eu não consigo entender como é que você fica assim, sozinho. Cada moça bonita que passa por aqui, todos os dias, o dia inteiro. Vão e vêm da praia. Se eu fosse jovem… É… Bem, a Ayelet é uma moça muito boa. Eu acho que você vai gostar dela. Quem sabe se você se vestisse melhor? Ao invés de usar essas camisetas largas, esse tênis velho, todos os dias. Você não morre de calor? Eu ia morrer de calor com essa calça pesada. Bem, está na minha hora. Melhor eu ir indo.
Sussia se levantou da cadeira de plástico, foi até o caixa levando o copinho cheio de borra de café no fundo e a cartela da loto preenchida para pagar.
- Dez shekalim. - Disse Gili.
Sussia enfiou os dedos magros no bolso da calça frouxa e tirou dali uma moeda. Enquanto fazia isso, disse, equilibrando o cigarro na boca:
- Se ela te mandar uma mensagem, você responda, viu?
- Pode ser.
- Yalla! Tenha um bom dia!
- Você também, Moshe.
Moshe Sussia, antes de ir embora, ainda acendeu o cigarro na frente do quiosque, ao lado do estande de revistas. Gili botou o copo sujo numa pilha debaixo do caixa e seguiu seu trabalho.
Muttley ia com o dono também para o trabalho e, de manhã cedo, ao chegar, se enroscava na calçada, na frente do quiosque. O calorão vinha logo e aí ele se refugiava do lado de dentro, atrás do balcão apertado para aproveitar o ar-condicionado forte.
Ao longo da manhã Gili manteve a cabeça ocupada com o movimento no quiosque. Começava bem cedo de manhã com os habituais do bairro e passava aos poucos a ser ocupado pelos transeuntes acidentais que iam aparecendo mais tarde. Tinha gente que ia a caminho da praia que preferia comprar sua bebida ali; mais barata e mais gelada. Gente que estacionava na esquina e vinha comprar um cigarro, rapidinho. Algum distraído que deixou o leite acabar e precisava de uma caixa com urgência. Crianças comprando picolé, o avô comprando jornal. Apareceu um rapaz nervoso que pediu um espresso e sentou-se ali a ler um jornal para fazer hora e se foi. Uma senhora que morava no edifício acima tinha um molho de chaves reserva guardado com Gili. Ela pareceu ali pedindo as chaves, desculpou-se pela trapalhada, comprou sua revista mensal e voltou a seus afazeres depois de reclamar de novo do calor.
Pouco mais tarde apareceu o Tomer, rapaz que trabalhava com ele meio expediente, aliviando nos horários de pico e nos finais de semana. E com Tomer veio a calma que permitiu Gili ir almoçar e tomar um café.
Próximo do fim do dia, quando Gili já estava se preparando para ir para casa, uma mensagem no seu telefone pisca.
Oi, tudo bem? Meu nome é Ayelet. Moshe me deu teu telefone. Eu prometi que ia mandar uma mensagem para você. Você está livre amanhã? Sete e meia, pode ser?
Gili ficou olhando para o telefone largado em cima do balcão enquanto embalava um isqueiro, um pacote de tabaco e seda para enrolar cigarro dentro de uma sacola plástica. Não largou o olho do aparelho enquanto pegava o dinheiro do cliente e lhe dava a sacola com seus apetrechos. Só parou de olhar quando a tela se apagou sozinha. Assim, era como se a mensagem nunca tivesse sido mandada, e ele não precisaria lidar com o seu conteúdo. Pelo menos até abrir o telefone de novo.
Gili organizou suas coisas, pegou sua mochila, botou Muttley numa coleira, buscou seu skate nos fundos do quiosque, despediu-se de Tomer e foi para sua casa. Era fim de tarde e a rua Bograshov ainda estava cheia. O sol, ainda quente, estava próximo a se deitar por detrás do Mediterrâneo. Ele rolava com o skate por entre os transeuntes, sem pressa, para virar logo ali na Shalom Aleichem, onde era seu apartamento. Aproveitou que Muttley parou para cheirar um outro cachorro na esquina e parou junto. Tirou o telefone do bolso e respondeu a mensagem.
Pode ser.
Incluiu o nome de um café-restaurante ali perto e desligou a tela antes de ver se tinha resposta.
Deu um empurrão com o pé e tomou velocidade, no meio da rua de mão única, até chegar onde morava.
No dia seguinte, cedo de manhã, Sussia veio ao quiosque. Fumou seu cigarro, tomou seu café turco, preencheu sua cartela de loto e contou suas intermináveis histórias, sem começo e sem fim. Enquanto isso Gili conferia que Tomer havia fechado o caixa corretamente no dia anterior, tomava seu café (espresso, sem açúcar) e comia o sanduíche de omelete e queijo que fizera em casa.
Sussia não mencionou Ayelet. Gili sentiu, simultaneamente, uma leve irritação, afinal Sussia lhe devia essa pequena atenção, e também um profundo alívio, pois não queria compartilhar com ninguém, menos ainda com Sussia, a mornidão do seu interesse no problema.
Mais ou menos neste espírito passou o dia; entre a negação de que tinha uma certa expectativa, talvez até uma ansiedade, e entre a legítima calma que a certeza de que o encontro não seria nada demais lhe trazia.
Seis e meia largou o quiosque nas mãos de Tomer, levando a mochila, o skate e o Muttley para casa.
Do encontro não esperava nada, ou para ser mais preciso, esperava apenas uma moderada chateação. Mas tomou banho e arrumou-se para o show em que iria tocar com sua banda à noite num lugar ali perto. Calculou que, fosse como fosse, provavelmente não ia ter tempo para se arrumar direito entre sair do encontro com Ayelet e ir para a casa de shows. A guitarra já estaria lá esperando por ele, preparada pelo engenheiro de som.
Saiu de casa, montou no skate e subiu a Bograshov quase até o teatro Habima com potentes patadas no asfalto. Estava adiantado. Sentou-se no restaurante, pediu uma cerveja e esperou Ayelet chegar.
Aos quarenta e dois anos, Ayelet parecia bem mais nova. O pequeno tamanho ajudava a dar essa impressão. Tinha um andar leve e gracioso que não denunciava já ter carregado duas crianças no ventre, e nem que ainda as carregava nas costas de vez em quando.
Não era muito bonita. Já se achou mais feia na vida, mas naquele fim de tarde gostaria de ter tido mais tempo e mais cuidado em se arrumar para sair. A idade lhe deu um pouco mais de carne para seu rosto magro. Seus olhos castanhos hoje não lhe pareciam mais tão pesados, ou tímidos. O que tinha perdido de frescor, ganhou em calma indiferença e um certo atrevimento.
Moshe Sussia estava visitando a sua mãe numa tarde quando ela estava lá buscando as crianças. Puxou assunto; ou melhor, extendeu seu interminável assunto para incluir a situação marital dela.
- Sozinha, Moshe.
- Mas uma moça bonita como você, Ayelet? Não é possível.
- Nem mais tão moça, nem assim de bonita. Me falta tempo, Moshe. Eu não vou investir o pouco que me resta para descanso em encontros com homens que querem uma mãe, e não uma parceira.
- Sabe o que? Eu conheço um rapaz que eu acho que você vai gostar.
E Ayelet só aceitou anotar o telefone para evitar uma desfeita com o velho Moshe e, mais importante, para poder mudar de assunto. E como sabia que Moshe ia cobrar de sua mãe e sua mãe ia cobrar dela, mandou uma mensagem logo no dia seguinte para se livrar do assunto.
Na tarde em que ia encontrar Gili, desceu do ônibus sentindo uma vaga curiosidade. Uma ligeira paz de quem não tinha expectativa nenhuma. Sem expectativas, não esperava qualquer decepção. Não é que tivesse saido de cassa empurrada, ou que tivesse sido obrigada a ir. Ela racionalizava que baixas expectativas significava, também, que poderia tirar proveito do que viesse. Fosse como fosse, dar um pulo no centro de Tel-Aviv e comer num bom restaurante não iam ser uma tortura. Ayelet ainda aproveitou que já tinha depositado as crianças com o pai delas para combinar com uma amiga e se encontrar com ela depois da janta. Estava, assim, satisfeita de ter uma noite um pouco diferente.
Encontrou o restaurante e logo a sua companhia. Ele se levantou para cumprimentá-la.
Ele era um gigante e ela deu um quase imperceptível passo para trás. Apresentaram-se. Ele às parecia mais velho do que os trinta e oito anos que disse que tinha. Depois, mudava de expressão e parecia muito mais novo. Manuseava os talheres com insuspeita delicadeza para braços tão maciços. Era gentil, paciente, seco e silencioso. Quase não falava.
Sentiu-se ansiosa e um pouco culpada de não conseguir sentir nenhuma atração. Nada. O rapaz não era feio, e também não era bonito. Tinha os olhos luminosos, risonhos, mas ele quase não sorria. Seu tamanho a inibia, mas as tatuagens a assustavam. Em um braço havia uma coleção de símbolos hindus, deuses com mais de um par de braços, delicadas teias tribais de várias cores, de alto a baixo, até os dedos. Em um outro braço haviam flores, animais estilizados e várias frases em algum caractere que parecia sânscrito. Gili não a faria olhar duas vezes em qualquer outra circunstância, a não ser pela sua inevitável figura imponente. Ayelet queria se achar uma pessoa mais descolada e sem preconceitos, e daí a ponta de culpa. Não sentia repulsa, mas não conseguia cruzar a barreira da primeira impressão.
Gili achou Ayelet bonita, mas desinteressante. Ela pediu salmão assado e arroz branco. O prato mais sem graça de todo o cardápio. Podia ter escolhido uma salada só de alface e seria provavelmente mais saboroso e certamente teria mais caráter. Gili sentia uma certa relutância, um comedimento sutil vindo dela. Ayelet não o olhava nos olhos e parecia pouco à vontade na sua cadeira. Quase não falava e Gili, naturalmente quieto e reservado, não conseguia puxar assunto. Mas isso não não chegou a fazer ele se sentir incomodado, rejeitado, nem sequer aborrecido. Surfava na onda da segunda cerveja, aproveitava o princípio de noite quente para relaxar, ver as pessoas que entravam e saíam do restaurante. Talvez confessasse, se fosse interrogado, que na verdade não se esforçou terrivelmente para ser o parceiro ideal.
Despediram-se com a falta de cerimônia dos que sabem que nunca mais vão se ver na vida.
Mas estavam errados. Vinte minutos depois a amiga da Ayelet a levou para ouvir uma banda psicodélica tocar num bar da Dizengoff, e a surpresa dela não foi a de ver sua companhia de jantar ali em cima do palco tocando guitarra, mas sin de ver nele um cara completamente diferente. A banda abriu o show tocando Govinda do Kula Shaker. Gili solava na sua guitarra e a fazia soar como uma moça indiana cantando em sânscrito, enquanto o vocalista misturava letras em hebraico do Shalom Hanoch com inglês do Bob Dylan. E a camiseta preta sem marcas, e a calça cheia de metais que Gili usava fizeram sentido. Até as tatuagens dele faziam sentido agora, vindas dos ombros e cruzando o braço todo para descer dos dedos e formar as cordas da guitarra e tocar música. A esfinge que ela não decifrou na mesa do restaurante era agora clara, um rosto aberto e franco, tão envolvido com o som que se criava que parecia ausente, numa expressão de exultação pacífica que ela tinha achado antes que era indiferença. Gili rodopiava e largava cada virada de acorde com um amplo movimento do braço que fazia parecer que a delicadeza com que usava as mãos era só um ensaio para uma agilidade insuspeita num corpanzil como o seu.
Ayelet, pasma, passou o começo do show tentando entender onde estava esse homem meia hora atrás, e decidiu que queria um date com esse cara daí, assim que acabasse o show.
https://medium.com/@gabpac/tocando-govinda-em-hebraico-ae180da87c5a
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2019.07.21 13:51 Aqsjr68 LIVES OF CHICO XAVIER / ENCARNAÇÕES DE CHICO XAVIER

LIVES OF CHICO XAVIER / ENCARNAÇÕES DE CHICO XAVIER


LIVES OF CHICO XAVIER - According to the book “Chico, Diálogos e Recordações” (Brazil, written by Carlos Alberto Braga Costa, from the memories of Arnaldo Rocha, we can note some of the reincarnations of his friend Chico Xavier. In the table, we have the order of the reincarnations that go back to Egypt, approximately 3500 years ago until the present day. The book contains information, as well as the location, name and date of each reincarnation.
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De acordo com o livro “Chico, Diálogos e Recordações”, escrito por Carlos Alberto Braga Costa, a partir das memórias de Arnaldo Rocha, podemos anotar algumas das reencarnações do amigo Chico Xavier. Na tabela, temos a ordem das reencarnações que remontam ao Egito, aproximadamente 3500 anos atrás até os dias de hoje. O livro contém informações, bem como o local, nome e data de cada reencarnação.

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As diversas reencarnações de Chico Xavier
No livro “Chico, Diálogos e Recordações”, o autor Carlos Alberto Braga realiza um trabalho sério e dedicado por quatro anos com Arnaldo Rocha, que teve quase 50 anos de convivência com Chico Xavier. Arnaldo revelou uma série de reencarnações de si mesmo e de “Nossa Alma Querida”, como se refere a Chico. Arnaldo Rocha foi o doutrinador de um grupo de desobsessão que Chico Xavier participava. O nome era “Grupo Coração Aberto”, onde muitas revelações sobre vidas passadas na história planetária foram reveladas.
O resultado do trabalho pode ser parcialmente visto nos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”. Dentre várias encarnações de Francisco Cândido Xavier, algumas já foram elucidadas:
Hatshepsut (Egito) (aproximadamente de 1490 AC a 1450 AC)
Era uma farani – feminino de faraó – que herdou o trono egípcio em função da morte do irmão. A regência dela foi muito importante para o Egito, já que suspendeu os processos bélicos e de expansão territorial. Trouxe ao povo um pensamento intrínseco e mais religioso. Viveu numa época em que surgiram as escritas nos papiros, o livro dos mortos. Hatshepsut foi muito respeitada e admirada pelo povo egípcio. Obesa e diabética, com câncer nos ossos, desencarnou em torno dos 40 anos, por causa de uma infecção generalizada. Hatshepsut foi a primeira faraó (mulher) da história. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos.
Chams (Egito) (por volta de 800 AC)
Rainha do Egito durante o império babilônico de Cemirames. Vários amigos de Chico Xavier também estavam encarnados na época, como Camilo Chaves, o próprio Arnaldo Rocha e Emmanuel, que era sacerdote e professor de Chams.
Sacerdotisa (Delphos-Grécia) (cerca de 600 AC)
Não se tem registros de qual o nome Chico Xavier recebeu nesta encarnação. Ela se tornou sacerdotisa por causa do tio (Emmanuel reencarnado), que a encaminhou para a sacerdotisação.
Lucina (Roma-Itália) (aproximadamente 60 AC)
Lucina era casada com o general romano chamado Tito Livonio (Arnaldo Rocha reencarnado), nos tempos da revolução de Catilina. Nesta jornada, Lucina teve como pai Publius Cornelius Lentulus Sura, senador romano, avô de Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel).
Flavia Cornélia (Roma-Itália) (de 26 DC a 79 DC)
Nesta encarnação, Chico Xavier era filha do senador romano Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel). Arnaldo Rocha confidenciou que quando Chico se lembrava da reencarnação de Flavia sentia muitas dores, porque ela teve hanseníase. Também se percebia um forte odor que se exalava.
Lívia (Ciprus, Massilia, Lugdunm e Neapolis) (de 233 DC a 256 DC)
Foi abandonada numa estrada e achada por um escravo, que trabalhava como afinador de instrumento, e tinha o nome de Basílio (Emmanuel reencarnado). Ele a adota e coloca o nome de Lívia – ler Ave Cristo. Nesta ocasião, Arnaldo Rocha era Taciano, um homem casado que tinha uma filha chamada Blandina (Meimei reencarnada).
Certa vez, os três se encontraram e Taciano chegou a propor uma relação conjugal com Lívia, que era casada com Marcelo Volusian.
Quando a proposta foi feita, Lívia alertou que todos tinham um compromisso assumido, tanto Taciano com sua esposa, quanto ela com o seu marido.
Na oportunidade, Lívia disse: “Além de tudo, nós temos que dar exemplo a essa criança. Imagina ela ter uma referência de pais que abandonam esses compromissos.
Confiemos na providência divina porque nos encontraremos em Blandina num futuro distante”, numa clara alusão ao primeiro encontro entre Arnaldo Rocha e Chico Xavier, na Rua Santos Dumont, em Belo Horizonte, em 1946, quando o médium revelou as mensagens de Meimei do Plano Espiritual.
Clara (França) (por volta de 1150 DC)
Chico Xavier, quando esteve na França, foi nas ruínas dos Cátaros e se lembrou quando, em nome da 1ª Cruzada, toda uma cidade foi às chamas. Essa lembrança foi dolorosa para Chico. No século seguinte, a 2ª Cruzada foi coordenada por Godofredo de Buillon (Rômulo Joviano encarnado – patrão de Chico Xavier na Fazenda Modelo em Pedro Leopoldo), que tinha um irmão chamado Luis de Buillon (Arnaldo Rocha reencarnado), casado com Cecile (Meimei ou Blandina reencarnada). Godofredo e Luis tinham mais um irmão, com o nome de Carlos, casado com Clara (Chico Xavier, reencarnado).
Meimei, no livro “Meimei Vida e Mensagem”, de Wallace Leal Rodrigues, descreve todos esses nomes, sem falar das reencarnações, e se refere a Chico como quem tem o afeto das mães, numa clara citação das várias encarnações femininas que teve o médium: “… Meu afeto ao Carlos, Dorothy, Lucilla, Cleone e a todos os que se encontram mencionados em nossa história, sem me esquecer do Chico, a quem peço continue velando por nós com o afeto das mães, cuja ternura é o orvalho bendito, alertando-nos para viver, lutar e redimir” (mensagem psicofônica de Meimei pelo médium Chico Xavier, em 13 de agosto de 1950).
Lucrezja di Colonna (Itália) (Século XIII)
Nesta encarnação, Chico Xavier nasceu na família de Colonna, assim como Arnaldo Rocha, que era Pepino de Colonna, e Clóvis Tavares, na época Pierino de Colonna. Os três viveram na época de Francisco de Assis e tiveram contatos, encarnados, com este espírito iluminado.
Joanne D’Arencourt (Arras-França) (Século XVIII)
Joanne D’Arencourt fugiu da perseguição durante a Revolução Francesa sob a proteção de Camile Desmoulins (Luciano dos Anjos, reencarnado). Veio desencarnar tuberculosa em Barcelona em 1789.
Joana de Castela (Espanha) (1479 a 1556)
Joana de Castela era filha de reis católicos – Fernando de Aragão (Rômulo Joviano, encarnado) e Isabel de Castela. Casou-se com Felipe El Hermoso, neto de Maximiliano I, da Áustria, da família dos Habsburgos. O casamento foi político, mas apressado pelo grande amor que existia. Desde criança, Joana via espíritos e, por viver numa sociedade católica, era considerada como louca. Com a desencarnação dos pais de Joana, o marido Felipe e, o pai dele, Felipe I (Arnaldo Rocha reencarnado) disputavam o trono.
Para evitar que Joana de Castela assumisse, acusaram ela de louca, porque via e falava com os espíritos. Depois que Felipe desencarnou, Joana foi enclausurada por 45 anos em Tordesilhas, na Espanha. A dor era muito grande, mas o que a consolava era o contato com os espíritos. A clausura tem muita relação com a vida de Chico Xavier. Foi uma espécie
de preparação para o que viria. Chico sempre foi muito popular, mas fazia questão de sair do foco para que a Doutrina Espírita fosse ressaltada.
Ruth Céline Japhet (Paris-França) Encarnação anterior à de Chico
Xavier (1837/1885)
Sua infância lembra os infortúnios de Chico Xavier, tal a luta que empreendeu pela saúde combalida. Era médium desde pequena, mas só por volta dos 12 anos começou a distinguir a realidade entre este mundo e o espiritual. Na infância, confundia os dois. Acamada por mais de dois anos, foi um magnetizador chamado Ricard quem constatou que ela era médium (sonâmbula, na designação da época), colocando-a em transe pela primeira vez. Filha de judeu, Ruth Céline Japhet contribuiu com Allan Kardec para trabalhar na revisão de “O Livro dos Espíritos” e do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, durante as reuniões nas casas dos Srs. Roustan e Japhet. Isso pode explicar por que Chico sabia, desde pequeno, todo o Evangelho. Em palestra proferida em Niterói no dia 23 de abril, o médium Geraldo Lemos Neto citou este fato: “Desde quando ele tinha cinco anos de idade, Chico guardava integralmente na memória as páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A história de Chico Xavier todos nós sabemos. Ele somente veio ter contato com a Doutrina Espírita aos 17 anos de idade”, finalizou.
Para contrariar o pressuposto de que Chico Xavier foi Allan Kardec, o próprio médium mineiro relatou a admiração pelo codificador em carta publicada no livro “Para Sempre Chico Xavier”, de Nena Galves: “Allan Kardec vive. Esta é uma afirmativa que eu quisera pronunciar com uma voz que no momento não tenho, mas com todo o meu coração repito: Deus engrandeça o nosso codificador, o codificador da nossa Doutrina. Que ele se sinta cada vez mais feliz em observar que as suas idéias e as suas lições permanecem acima do tempo, auxiliando-nos a viver. É o que eu pobremente posso dizer na saudação que Allan Kardec merece de todos nós.
Sei que cada um de nós, na intimidade doméstica, torná-lo á lembrado e cada vez mais honrado não só pelos espíritas do Brasil, mas de todo o mundo. Kardec vive”.
PUBLICADO NO JORNAL CORREIO ESPÍRITA EM JUNHO DE 2010
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